
sábado, 27 de outubro de 2007
Mãos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Meu outono
O outono é meu, e troco de folhas, e dou frutos, e mudo constantemente, mas sempre mantendo minha essência. Deixo o vento levar para longe a pilha de folhas secas da alma. Deixo chover, lavar, molhar, escorrer pelo corpo todo esse poema liquefeito além da meta e da física. As folhas dançam ao meu redor.Espero a chuva cair nas minhas costas, no meu rosto, na minh'alma, amolecer, fertilizar, purificar... Ungir meu ser, uma promessa. Sonhos que estão por vir e que meus olhos nunca viram, nem ao meu coração chegaram. Coisas grandiosas demais para um só sentimento.
E eu sou toda emoções razoáveis, racionais, tropicais. Essas gotas de trópicos trôpegas travam tréguas atrevidas, atravessam trovas e trincas. Tra-tra-tra... Canta seu titilar nas janelas. Já dizia Alberto Caeiro: "Sei a verdade e sou feliz".
E festejo a chuva de outono como se mil primaveras explodissem, estourassem, simultâneas, semeando trovas. Canta o trovador. As canções são tão voláteis, e a música é muda. Eu me torno uma nova planta, mais fortalecida, mais vivida neste outono passageiro e serôdio.
O tempo passa; tudo gira tão devagar... Mas nada é efêmero no alvorecer de uma nova primavera. O inverno não existe; foi-se o tempo de semear, e os frutos continuam nascendo. Uma alma fecunda, nova, viva! E a vida renasce, como uma fênix. Já posso voar, como as aves de verão, através das estações da minha vida.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Pseudotexto sobre NADA.

(...)
sábado, 20 de outubro de 2007
Sem crédito.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Sem nexo.
Adormeci na velha grama, num chão de giz, no meio de uma nuvem. E senti como se meu corpo se desmaterializasse.Os olhos estavam pesados, o sol morno me dava uma comichãozinha chata e gostosa. Adormeci sob o céu nublado.
Fui a um lugar sem fim nem começo. As coisas pareciam estar fora do lugar. Meus pés não tocavam o chão, molenga, mesmo estando neles. As mãos conseguiam tocar o céu. Parece espuma e é gelado, brrrr! E eu era gigante.
(mas será possível?!)
A rua era feita de grama, e a grama, de asfalto. As pedras eram de água, e a água era empedrada. E eu conversava sobre a vida com gaivotas listradas. Eu estava na Cidade dos Sonhos.
As minhas mãos. Tinha algo nelas que me intrigava, e eu não sabia explicar o que era, mas elas pareciam ter vida própria. Elas esculpiam as labaredas de fogo de um pequeno vulcão, onde eu pude aquecer um pouco meus pés cansados. Cansados de não tocar o chão.
Sensações. E a vida corria e escorria, cantava no regaço de uma cascata de areia cristalina. Eu escutava as margaridas cantando, e rebolava junto às árvores dançantes. Era estranho, mas como me diverti!
Chegava a hora de despertar. Senti comichões de novo. Uma vontade tão grande de rir, que comecei a chorar. Queria voltar àquela cidade mais vezes. Senti que meu corpo se materializara de novo.
É tudo tão engraçado. Tão engraçado. Tão engraçado.
Esfrego meus olhos. Pingos d'água me despertaram. A noite caía, e eu nem percebi. Já é hora de voltar para casa, para o mundo, para as velhas obrigações da Cidade de Concreto.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Soneto Estapafúrdio!
domingo, 14 de outubro de 2007
Diferenças.


