Sunday, 12 July 2009

Coisas que não consigo entender

Há pessoas que nunca olharão para o monte de coisas que você fez, mas para a única coisa que você deixou de fazer (ou que, pelo menos, não parece o suficiente para elas).

Há também pessoas que não farão elogios, mas críticas e acusações.

E há também pessoas que, em vez de te indicarem o caminho, te confundem ainda mais.

E todas essas pessoas podem ser, infelizmente, aquelas que mais amamos.

Friday, 10 July 2009

Eu?

Já fui rei, peão, escorpião, bispo, rainha, torre, cavalo, cavaleiro, Netuno, Plutão, pedra, sapato, unha e carne.

Já fui doido, cego, surdo, mudo, tudo, nada, gente, bicho, feliz, triste, cantor e boboca.

Já fui amigo, inimigo, egoísta, altruísta, filantropo, ignóbil, reles e imortal.

Já fui coisa, descaso, casado, casulo e caseiro.

Mas coisa que mais vale a pena ter sido nessa vida é apaixonado.

Porque apaixonar-se é tudo isso e mais um pouco.

E tudo isso é muito pouco quando se está apaixonado.

Tuesday, 7 July 2009

Sobre nós

Três anos.

Três maravilhosos, incríveis e inesquecíveis anos.

E você continua lindo. E continuo amando o jeito como seus olhos ficam em forma de meia-lua quando você ri. E continuo achando incrível ficar na ponta dos pés para te abraçar melhor. E continuo chorando feito uma boba quando ouço sua voz ao telefone. E continuo achando o máximo arrancar seu boné e bagunçar seu cabelo. E continuo dormindo e acordando, pensando em você. E continuo sentindo borboletas no estômago cada vez que o faço. E continuo te cutucando até você ficar bravo, ou me vencer pelas cócegas intermináveis. E continuo esperando ansiosamente pelo dia em que vou te ver de novo.

E daí que a gente não se vê todo dia? E daí que você mora aí, e eu, aqui? E daí que as pessoas acham que a gente é doido? A gente é mesmo! Como no dia em que brincamos de ciranda na praça coberta de luzinhas de Natal. Ou como no dia em que fomos a pé até o tubarão, e quase morremos com aquele sol. Ou como no dia em que dividimos uma banana split, e nem achamos que estava, assim, tão gostosa. Ou como quando a gente assistiu Príncipe Caspian comendo brigadeiro.

A gente desenha nossos sonhos no céu, deitados na grama, rindo de mãos dadas. A chuva nos convida a ser crianças. E, ao seu lado, é mais fácil ser eu mesma.

Você é o meu melhor amigo. A gente se entende e se dá bem. Você é também aquele que eu amo, respeito e admiro. Tivemos que aprender a conviver com a dor da saudade. Mas isso nunca foi obstáculo - como nos lembramos de ter prometido um ao outro naquele 8 de julho de 2006. Ainda éramos novos nessa de amar, ainda não sabíamos bem ao certo o que estávamos sentindo - aquelas borboletas, aquela noite sem dormir direito, aquelas preces antes de deitar. Já não éramos crianças, mas ainda éramos inexperientes, cautelosos, desconfiados. Era isso mesmo? Sim. Era e é. Amor é meio complicado de detectar logo de cara. Quando é paixão, a gente acha imediatamente que vai enfartar e que aquele é o amor da vida da gente. Vem tão rápida e impetuosamente, que vai embora da mesma forma, antes mesmo que possamos perceber. Ou sentir.

Mas e com a gente? Com a gente... foi a experiência mais incrível que já tive com Deus.

E daí que o dia é só amanhã? E daí que são só três anos? E daí que você faz minha vida algo incrível, mesmo longe? E daí que você me faz rir como ninguém, e é mestre em escutar meus pepinos e secar minhas lágrimas? Aliás, desde que me apaixonei por você, pude me tornar uma chorona assumida. Eu, que era uma pedra! Você quebrou uma barreira em mim - o amor que liberta e enobrece o ser humano.

E que Deus, autor da nossa fé e do amor que há em nós, continue fazendo do nosso amor um verdadeiro milagre.

Eu te amo, namorado mais bobo do mundo.

Sobre nós

Três anos.

Três maravilhosos, incríveis e inesquecíveis anos.

E você continua lindo. E continuo amando o jeito como seus olhos ficam em forma de meia-lua quando você ri. E continuo achando incrível ficar na ponta dos pés para te abraçar melhor. E continuo chorando feito uma boba quando ouço sua voz ao telefone. E continuo achando o máximo arrancar seu boné e bagunçar seu cabelo. E continuo dormindo e acordando, pensando em você. E continuo sentindo borboletas no estômago cada vez que o faço. E continuo te cutucando até você ficar bravo, ou me vencer pelas cócegas intermináveis. E continuo esperando ansiosamente pelo dia em que vou te ver de novo.

E daí que a gente não se vê todo dia? E daí que você mora aí, e eu, aqui? E daí que as pessoas acham que a gente é doido? A gente é mesmo! Como no dia em que brincamos de ciranda na praça coberta de luzinhas de Natal. Ou como no dia em que fomos a pé até o tubarão, e quase morremos com aquele sol. Ou como no dia em que dividimos uma banana split, e nem achamos que estava, assim, tão gostosa. Ou como quando a gente assistiu Príncipe Caspian comendo brigadeiro.

A gente desenha nossos sonhos no céu, deitados na grama, rindo de mãos dadas. A chuva nos convida a ser crianças. E, ao seu lado, é mais fácil ser eu mesma.

Você é o meu melhor amigo. A gente se entende e se dá bem. Você é também aquele que eu amo, respeito e admiro. Tivemos que aprender a conviver com a dor da saudade. Mas isso nunca foi obstáculo - como nos lembramos de ter prometido um ao outro naquele 8 de julho de 2006. Ainda éramos novos nessa de amar, ainda não sabíamos bem ao certo o que estávamos sentindo - aquelas borboletas, aquela noite sem dormir direito, aquelas preces antes de deitar. Já não éramos crianças, mas ainda éramos inexperientes, cautelosos, desconfiados. Era isso mesmo? Sim. Era e é. Amor é meio complicado de detectar logo de cara. Quando é paixão, a gente acha imediatamente que vai enfartar e que aquele é o amor da vida da gente. Vem tão rápida e impetuosamente, que vai embora da mesma forma, antes mesmo que possamos perceber. Ou sentir.

Mas e com a gente? Com a gente... foi a experiência mais incrível que já tive com Deus.

E daí que o dia é só amanhã? E daí que são só três anos? E daí que você faz minha vida algo incrível, mesmo longe? E daí que você me faz rir como ninguém, e é mestre em escutar meus pepinos e secar minhas lágrimas? Aliás, desde que me apaixonei por você, pude me tornar uma chorona assumida. Eu, que era uma pedra! Você quebrou uma barreira em mim - o amor que liberta e enobrece o ser humano.

E que Deus, autor da nossa fé e do amor que há em nós, continue fazendo do nosso amor um verdadeiro milagre.

Eu te amo, namorado mais bobo do mundo.

Thursday, 2 July 2009

Um texto super pessoal

Como é bom ter amigos! Isso parece meio óbvio, mas, cara, é privilégio para poucos. O semestre terminou, mas é complicado pensar que a gente vai ficar um mês sem se ver. Em compensação, tem os outros amigos, os velhos e bons, que eu não vejo há dois meses. Mas hoje quero falar especialmente dos grandes amigos que fiz na faculdade.


Meus amigos cuidam de mim como se fossem meus irmãos. E isso me faz sentir segura e querida. Todos precisamos de uma família postiça à qual recorrer na falta da original, e essa é minha família de amigos. Criei laços muito fortes com as pessoas que conheci na faculdade - sabe aquela coisa de que você tem certeza que os anos vão passar, as coisas vão mudar, a gente - infelizmente - vai se separar, mas a lembrança e o carinho vão ficar para sempre na memória? Esses são os meus amigos. Aqueles que me fazem rir cinquenta vezes da mesma piada. Aqueles que fazem comentários engraçados sobre as minhas roupas. Aqueles que me chamam pra tomar sorvete do nada depois da aula, e ficam conversando duas horas depois de o sorvete ter acabado. Aqueles que me trazem em casa pra eu não andar sozinha. Aqueles que ficam rindo comigo na cantina do bloco A. Aqueles que imitam os professores mais bizarros. Aqueles sem-noção. Aqueles que me respeitam e me amam. Aqueles que zoam e tiram sarro. Aqueles que trocam bilhete na aula. Aqueles que sabem que eu não tô bem só de olhar. Aqueles que eu amo, e que valorizo mais do que imaginam.

Não tenho amigos. Tenho irmãos. Tenho anjos da guarda. E eles nem imaginam o quanto me fazem bem. Amo vocês todos, todos! A gente se vê no próximo semestre - e pelos próximos dois anos!

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Momento Rosas Inglesas Awards: olha o selo! Fui indicada pelo Mofando Feliz ao Prêmio Blog Coração de Ouro! Awn... *-*


Regras
:
1- Colocar o Prêmio no seu blog ou post!
2- Nomear no mínimo 10 blogs que demonstram Amizade e/ou Gratidão

Ai, gente, já sabem, né?! Os dez primeiros coments levam! Comentários inteligentes são a maior prova de gratidão que posso receber! Aproveitem, que hoje tô sensível pra caramba, portanto, generosa! hehe

Tô saindo de férias, voltando pra casa, pra minha mãe, pro namorado, pra cachorrinha, pros amigos velhos. Mas não, não vou abandoná-los, fieis leitores. Agora, se eu, por acaso, demorar um pouquinho pra postar, por favor, me deem um descontinho - tô de férias, caramba!

Blogueiro também é gente. Diga não à exploração blogosférica!

Tá, parei. Acho que tinha alguma coisa naquela pizza de morango que comi hoje. Tô meio tantã da cabeça.

xoxo

Wednesday, 1 July 2009

Clichê

É por isso que as coisas não vão pra frente. Político é tudo ladrão. No meu tempo, as coisas eram diferentes. Mas os tempos estão mudando. Já não se fazem mais coisas como antigamente. 'Cê vê o aquecimento global. Tá cada vez mais quente, e a vida tá ficando difícil. Desemprego, criminalidade. Ver TV é uma desgraça. Os jovens só tão comendo porcaria. Essa coisa de Coca com hambúrguer. É a globalização. Vivemos em um mundo onde o dinheiro é que manda. Capitalismo selvagem na selva de pedra, 'cê sabe. Mas dinheiro não traz felicidade. Tem coisa que dinheiro não compra. A gente não pode é ficar de braços cruzados. Ninguém é melhor que ninguém, e o que importa é a beleza interior. A gente precisa respeitar o nosso semelhante. Demorar menos no banho, por exemplo. E se a água acabar? Já pensou? E saber que a próxima guerra mundial vai acontecer por causa de água. É, e o Brasil tá na mira! Como sempre. O Brasil tá atrasado, a gente é Terceiro Mundo. Vai depender da taxa de juro pra sair dessa. E vai também do esforço de cada um. Se todo mundo se unir, a gente vai ser uma grande família e vai poder mudar o mundo. Por isso que eu falo: enquanto continuar desse jeito, as coisas não vão mudar! A gente precisa ir atrás da nossa felicidade, aproveitar a vida! Ir em busca do amor verdadeiro. Se bem que, hoje em dia, meu amigo, a gente não pode confiar, ó, em ninguém. É, porque tem gente má, muito má nesse mundo. Credo, isso deixa a gente revoltado. E o pior é que fica tudo na mesma, todo mundo dizendo sempre a mesma coisa. Ah, se fosse no meu tempo. Por isso que as coisas não vão pra frente.

Monday, 29 June 2009

Renúncia


Cansei de ser presidente,
de quatro dedos na mão.
Cansei de pronunciamentos,
promessas na televisão.

Cansei de falar o que penso,
ou melhor: o que pensam por mim.
Cansei dessa demagogia,
cansei de fingir que não vi.

Cansei de propinas e contas,
congressos e eleições.
Cansei do Planalto Central,
cansei de andar de avião.

Cansei dessa diplomacia
de ser sobrinho do Sam.
Cansei dessa coisa de Lula,
de esquerda e de revolução.

Cansei de ser filho do Povo,
do Povo que me chama de pai.
Do filho que não assumi,
desisto, não aguento mais!

Cansei de ser companheiro,
de faixa verde-amarela.
Cansei de gripe suína,
de gente que mora em favela.

Cansei dessa caricatura!
Cansei dessa cara pintada!
Cansei de bancar o heroi!
Não passo de mera fachada!

Cansei de cruzar os braços.
Cansei de fechar os olhos.
Cansei de tapar os ouvidos.
E o Brasil se cansou de mim.