terça-feira, 13 de maio de 2008

De véu e grinalda


Para o Tudo de Blog


E daí se eu for caretinha? Eu tenho o direito de casar de branco, de jogar buquê e de dizer "sim" no altar. E de me casar com o homem que amo também. Por quê não?

Não encaro o casamento como "mais uma velharia do século passado", nem como "mais uma armadilha pra pegar trouxa", nem como "o túmulo do amor" (pra ser mais lírica), nem vejo nele uma utopia ingênua de histórias infantis. O casamento é, em essência, e sempre vai ser, a união de duas pessoas que se amam e realizam o sonho de compartilhar suas vidas um com o outro. É a força mais bela que sela o amor de um homem e de uma mulher. Há quem o encare como uma tentativa, o que é um erro. Casamento exige certeza, entrega, dedicação, paciência (como em todo relacionamento), perdão e, principalmente, amor. Trata-se de muito mais que um vestido branco e uma aliança dourada: é dizer sim ao amor da sua vida.

Como todo desafio, pode haver pedras no caminho. Mas não deixa de ser uma grande aventura essa história de amor, fazendo da tristeza alegria e da dor um sorriso até que a morte os separe.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Alegria, alegria!


Sou um palhaço que ri
Com minhas meias três quartos
Com meus tombos ensaiados
Entre tons e devaneios

Eu sou a arte que ri
Sou a comédia e o drama
E sou a farsa e a sátira
Entre poemas e cores

Ah, eu sou a vida inteira!
Meus olhos estampam os beijos
Do meu grande amor
Lágrimas me saltam aos olhos
E me dissolvem a dor
E me desapertam o peito

A vida me surte efeito
E eu respondo a isso
Com o calor do meu riso
E sem vergonha na cara

Eu escancaro meus lábios
Até tocarem as têmporas
Meus olhos dão cambalhotas
E se contorcem de rir!

E grito, enfim
Por entre um brado de júbilo
Por entre um riso estrambólico:
Alegria, alegria!

sábado, 10 de maio de 2008

sonho de menino


Eu nunca mais me esqueci daquela feição de mulher.

Tinha eu oito anos, mas bem me lembro que foi a primeira vez que me deparei com uma princesa dos contos de fada que eu ouvia na escola. Eu estava esperando minha mãe vir me buscar na escola, quando resolvi ver o que estava havendo na quadra. Ah, era a turma da sétima série ensaiando uma coreografia.

Quando eu pus os olhos nela, vi um pedaço de rosa, sonho e mulher.

Ela sorria. Enigmática, ria. Mas que cores radiantes, que força tão intrigante saía daquele sorriso! Parecia que ela iria mudar o mundo com aqueles dentes e aquelas covinhas tão bem desenhadas. Movia o pescoço devagar, girava o talhe esguio, e, à medida que desenhava a coreografia no ar, seus longos cabelos ondulados aeravam-se, executando um vôo tão lento e delicado, que eu me pus a pensar que foi ela quem inspirou o vôo das borboletas.

Tinha uns treze anos ela. Era menina, eu sei que era. Mas, naquele momento, tinha um não-sei-o-quê de mulher, de bailarina, de borboleta e de fada, que me deixou intrigado. Eu era só uma criança. Mas comecei a sentir que aquele conto de fadas me levou a ser rapaz por um instante.

As outras meninas que estavam ao redor foram todas ofuscadas. Todas perderam o brilho, agiam como planetas que giravam ao redor do sol. Ela era única e incomparável. Pedaço de rosa, sonho e mulher. Conto de fadas e realidade. Música e poema. Brincadeira e fantasia. O sorriso e a lágrima.

Minha mãe chegou e me tomou pela mão. Eu precisava ir, mas não queria. Meu corpo se movia, mas meus olhos não saíam mais dela.

De repente, uma olhadela. Ela piscou e sorriu. E foi pra mim! Eu sei que foi.

Nunca mais a vi na escola novamente. Às vezes, me pergunto se não passou de alucinação. Mas eu nunca mais fui o mesmo depois daquele sorriso.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Notinha de rodapé atrasada

Caríssimos leitores e blogueiros:

Estou sem PC, sem tempo, sem lenço e sem documento. Por favor, tenham paciência. Não tenho podido atualizar o blog com freqüência, mas farei o possível.

Continuem ligados no jornalistateen!

Lu

Mães e filhas


Para o Tudo de Blog


Minha mãe é a mulher mais valente que já conheci. Ela é mais que mãe: é meu pai e minha amiga com a qual posso contar toda hora. Me criou sozinha, é batalhadora, e me ensinou muita coisa que eu vou levar pra vida toda. Ela me formou como ser humano, e me ajuda a ser mais forte e melhor a cada lição aprendida.


Nunca deixou faltar bronca quando eu precisava, mas nunca deixou faltar um "eu te amo" também, nem um abraço quando eu chegava em casa chorando, nem um bolo de chocolate no fim de semana. Às vezes eu chiava, batia o pé e achava ruim quando ela me repreendia. No fim, acabava vendo como ela tinha razão, e dando graças a Deus por tê-la ouvido. Com ela, eu sei que posso contar realmente.


Devo grande parte do que sou e do que ainda serei a você, mãe. Te amo muito. Obrigada por tudo.

sábado, 26 de abril de 2008

Meu texto na Revista!!


Já nas bancas!
REVISTA CAPRICHO EDIÇÃO 1043 (Capa: Alinne Morais)
SESSÃO TUDO DE BLOG, pg 12
TEM TEXTO MEU LÁ!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Eles, nelas; elas, neles


"Muda-se a face deste mundo inteiro,
Tudo transformam guerras e procelas:
E há sempre um 'ela' na conversa deles,
E há sempre um 'ele' na conversa delas."
(D. Andrade)


Essa história de "guerra dos sexos" é bem mais velha do que se pensa. Eles se gabam por terem doado a costela. Elas, por terem evoluído para carne de primeira. Dizem, ainda, que os homens são impossíveis de entender. E eles, então? Não entendem as mulheres de jeito nenhum!

A verdade é que a mulher (não estou puxando sardinha pro lado de ninguém), com esse jeitinho todo feminino de ser, acaba encantando qualquer um, de fazer cair queixo, e, com isso, estabelece um domínio misterioso sobre a ala masculina. Se eles resolvem teimar, a gente faz manha, joga uns beijinhos e... pimba! Conseguimos convencê-los. É infalível.

Entretanto, o rótulo 'sexo frágil' continua pairando sobre "elas", quando se descabelam por um telefonema (deles); ou quando choram baldes d'água na TPM; ou quando vivem às turras e aos pitis com as chapinhas da vida. Nessas horas, dá pra ver o quanto nós somos sensíveis e precisamos de proteção. Daí, chamamos os "super-homens" para nos salvar.

Se são de Marte ou de Vênus, eu já não sei. Mas não importa; afinal, que guerra dos sexos, que nada! Os homens não vivem sem as mulheres, nem as mulheres sem os homens.