quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Enfim, a maioridade!


Esses dias foi o níver do blog. Agora é meu níver!! Uhul!! Na verdade é amanhã, dia 12/09, mas não sei o que me aguarda no meu dia, né? Vai que eu não tô em casa... rsrs
É. 18 anos. Que coisa. Pela primeira vez, eu não queria fazer aniversário. Eu gosto de ser menor de idade, e acho que nunca vou conseguir deixar de ser adolescente. Nem quero. Tem coisa melhor?
Ontem eu conversava com as minhas amigas, e soltei: "Afinal, porque se dá 'parabéns' às pessoas que fazem aniversário? Parabéns por ganhar rugas a mais na cara? Parabéns por se chegar mais perto da morte (bizzarro)?". Obviamente, eu sabia porque as pessoas se dão "parabéns" nos aniversários da vida. Mas, como eu adoro uma gracinha, resolvi perguntar. E olha que a minha pergunta tem, sim senhor, muita lógica! E elas responderam com uma risada, e a resposta-clichê: "Porque se conseguiu mais um ano de vida!". É, eu sei. A gente enfrenta correrias, bactérias, nervosismo e poluição todos os dias, e ainda assim consegue sair ileso! Se bem que a vida é uma coisa tão intensa, que não se sai vivo dela. Mas viver é bom, bom para quem se atreve a viver, se arrisca e vai à luta. E eu não tenho medo de viver, juro.

Bom, agora já posso tirar minha preciosa carta de motorista e assinar meus próprios documentos por mim mesma! Difícil é convencer qualquer pessoa de que eu sou maior de idade, porque, com essa carinha de quinze e com esses meus imensos 1,61m, fica beem difícil. Tô pretérita!

Então tá. Quem sabe alguém se habilita a fazer um bolo ou trazer uma vela para eu assoprar. Tô crescendo, gente, tô crescendo. Aliás, acho que eu cresci e nem percebi.

Deus, brigadão por mais um ano dos cem que eu quero viver, se o Senhor assim permitir... rsrs

Pique-pique!

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Ah! Hoje, dia 11, é níver da minha mamãe (viu que legal? Faço aniversário um dia depois dela!)! Mãe, te amo, e você sabe que esse blog também é seu, viu? =D

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre cliques e chiliques

Cena 1: o seu lindo namorado dizendo o quanto a ama, e o quanto ele a quer pra vida inteira. Você acredita nele porque também o ama, certo? Ok. Vamos à cena 2: você dando um chilique danado porque uma candanga escreveu "Oi, gatinho" no Orkut dele, e ele respondeu com um "Tudo bem? A gente se fala!". Onde eu quero chegar é: você não disse que acreditava no "eu te amo" dele? Então, por que não confia nele? A menos que você tenha arrumado um cafajeste pra namorar, e que ele tenha dado muita bola pra tal fulaninha, certamente você não tem que se preocupar em mandar seu namorado fechar o Orkut dele por causa de "fãs" ou de meninas interessadas em homens comprometidos, nem pedi-lo pra cortar metade da lista feminina do MSN dele. Lá vai clichê: a base de um relacionamento é a confiança. E, gata, mesmo com essa concorrência toda, você se garante, não é? Afinal, ele tá é com você!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Como se faz um ser humano

É preciso mais do que um homem e uma mulher para se fazer um ser humano. É preciso muito mais do que alguns fios de cabelo, uma longa e fina pele, alguns quilos de músculos, veias, órgãos e ossos. É preciso mais do que sangue, e não basta que se faça das tripas coração. Não. Não se faz um ser humano só com isso. Não é tão simples assim.

Um verdadeiro ser humano se faz com vida. Não se faz com justificativas desmedidas para coisas consertáveis, nem com vontades absurdas e irrefreadas. Um ser humano se faz com erros e acertos, com defeitos e qualidades, com lágrimas e risos, com fôlego. Fôlego de sair vivendo. É vivendo que se faz um ser humano de verdade. Vivamos, amigos, humanos sejamos!

sábado, 6 de setembro de 2008

Sujeitinho esquisito...

Esquisito pá caramba. Tá ali, sentado naquela mesinha vermelha na calçada, ó, tá enxergando? É, esse comédia mesmo. Conheço não, só de vista. Nem o nome do dito-cujo sei. Tem cara de ser um desses filosofinhos de butiquim. Um desses que fumam e bebem café e uísque como o cão pra parecerem mais cult. Tipo depressão romântica. Chapéu caindo nos olhos, cabelinho revoltoso, meio sem corte, barbinha por fazer, paletó desmantelado por cima de jeans às nove da manhã, e uns mocassins "de véio". Nunca ri, nem chora, nem xinga, nem reclama, nem conta piada, nem fala de mulher. Livrinho na mão, caderninho e caneta, umas três ou quatro idéias na cabeça , e um fígado detonado pelo álcool e pelo ácido. Ácido das entranhas. Se faz tempo que ele vem aqui? Pffff... Des'que eu sou dono dessa espelunca esse cara vem aqui. Quatro, cinco anos. E esse cara tá sempre com essa cara de cachorro, de "mamãe não me quer, não tenho mulher, não tenho outra escolha". Se eu já conversei? Hááá! Aquilo lá nem é conversa, não. É um aglomerado de palavrão difícil pá caramba, que nem os bacanas que aparecem aqui pra tomar uma e pitar vez em quando entendem. O cara vive lendo uns livros esquisitos, sei não se lembro do nome daquela bodega... como que era...? Chopenháuer, não sei se é assim que fala? E tinha também um tal de Marvel, Maquivaldo, O Príncipe, o nome do livro eu inda lembro bem. Mas rapaz, olha, eu vô te contar uma coisa pra você, a conversa desse sujeito é muito esquisita. A gente que é, assim, mais desentendido, tenta aprender as coisas pra ver se cresce nessa vida, mas esse cara sei não se é muito sabido assim mesmo, ou se ele só faz tipo. Uma vez que eu sentei pra tentar puxar papo, o cara já começou com uns "enfim, entretanto, contudo", daí já viu, né? Se tem família? Eu nunca soube. Sei nem de onde ele tira grana pra ficar o dia inteiro aqui, bebendo, lendo e escrevendo. Outro dia, ouvi falar que é cronista de jornal. E acho que é só isso mesmo que ele faz da vida. Quando em vez aparece uma mocinha aí, bonitinha, mas da carinha de mosca morta, dessas que usam aquelas saionas hippie, parece até decentinha. Daí ela fica aí um tempão, eles dão uns beijos, e ela vai embora. Isso de vez em quando. Bem de vez em quando.

E ele continua ali, e só vai embora depois da meia noite. Pra voltar às nove da manhã e passar o resto da vida aqui. Vai entender. Sujeitinho esquisito. Esquisito pá caramba.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A primeira velinha!!

Galera, este blog está completando 1 ano! E tanta gente já passou por aqui, e tanta coisa mudou, e tanta novidade surgiu, e tanto texto se criou! E é por isso que eu quero comemorar esse 5 de setembro falando mais sobre o blog em si. Como amanhã, que é o real aniversário, estarei ausente, vou comemorar hoje... hehe
5 de setembro de 2007. Acabei de chegar da aula, com a idéia de criar um blog. Sempre amei ler e escrever, aliás, escrevo meus próprios textos e músicas desde os sete anos de idade. Nada melhor do que criar um blog e não guardar isso só pra mim, né? Criei o blog com o nome de jornalistateen. Foi um url muito bom enquanto durou, mas resolvi mudá-lo há pouco tempo, sem mudar o blog, que continua o mesmo. Queria ser jornalista na época, então, resolvi nomeá-lo assim. O sonho de todo blogueiro é ser muito lido. Não poderia ser diferente com a teen jornalist. Mas eu não sabia como fazer com que gente além dos meus parentes e amigos lessem, comentassem e conhecessem meus textos. Foi aí que, fuçando, descobri as comunidades de divulgação de blogs do Orkut. Oba, oba! Era minha chance de sair do total anonimato virtual (porque fazer um draminha é preciso hehe). Me joguei nessa, e vi que deu certo! Comentários encorajadores, críticas construtivas (e destrutivas),posts que, na hora, eu achava o máximo, e, depois que já estava publicado há dias, achava um lixo... tinha (e tem) de tudo nesse blog. Até que surgiu uma oportunidade "daquelas". Eu, bem sossegada lendo a minha Capricho, sempre me interessava pela sessão Tudo de Blog, onde blogueiras (agora tem meninos também) expressavam suas opiniões em seus blogs, e, vez ou outra, davam as caras na revista. Até que eu vi que abririam inscrições para o novo time de blogueiras da revista. Era tudo o que eu queria! Na mesma hora, fiz minha inscrição. Isso era quase no fim de 2007. Mas, com a correria que estava a minha vida, e sem muitas esperanças que, entre milhares de blogs, o meu fosse um dos escolhidos, meio que esqueci da seleção. E era época de vestibular. Uma loucura. Era escola de manhã, cursinho à tarde e estudar à noite. Até que eu descobri que o que eu queria mesmo fazer da vida era ser tradutora, apesar de gostar muito de jornal. Prestei vestibular. Passei! Isso foi no começo do ano. Fiquei tão feliz, que nunca poderia imaginar que a coisa poderia ficar melhor que aquilo. Foi quando, à noite, entrei um pouco na net. Vi um e-mail da Revista Capricho. Assunto: Sessão Tudo de Blog. Eu tava tão grogue com o efeito "passei-no-vestibular", que achei que fosse um daqueles e-mails "obrigado por tentar". Quando abri e li a frase "seu blog foi escolhido", quase tive um treco! Era muita felicidade pra um dia só!! Caaaaara, aquilo foi uma emoção!! E olha só. Já tive vários textos publicados no site, meu link apareceu duas vezes no rodapé da página, e meu blog já apareceu na revista uma vez!! Mesmo assim, não é fácil. Pensei em desistir do blog muitas vezes, mas não faço isso, não. É preciso se esforçar pra que algo vá pra frente. E é assim que devemos tratar nossos blogs. Não é todo santo dia que você está inspirado, ou tem tempo de sobra pra escrever, ou recebe comentários inteligentíssimos ou elogios. É duro. Mas a gente agüenta. Eu ficaria tanto tempo falando do Rosas Inglesas, que vocês nem iam conseguir ler esse post. Encerro aqui, como um jogo rápido. Em um ano...
  • foram publicadas 119 postagens
  • o blog ganhou uns 10 selos (eu não lembro bem, porque, quando fui trocar o layout da última vez, eu, muito esperta, esqueci de salvar os selos), como o "Blog de Elite"
  • houve 738 visualizações de perfil
  • houve duas publicações do antigo link do blog (jornalistateen), e uma de texto na Revista Capricho
Parabéns, Rosas Inglesas!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

João encontra Maria


- Oi.
- Oi?
- Oi!
- Ah. Oi.
- Tudo bem?
- Tudo bem...
- Tudo mesmo?
- Mesmo.
- Mesmo, mesmo, mesmo, mesmo?
- Tudo bem!!!
- Ah... tudo bem, então. Se tá tudo bem pra você...
- E você?
- Eu o quê?
- Tudo bem?
- Quem, eu?
- É!!!
- Levando.
- Levando o quê?
- A vida.
- Ah.
- ...
- E a vida, a quê leva?
- A outra vida.
- Que vida?
- A... você.
- Oi?
- A você!
- Ah...
- ...
- (sorrisinho) Então me leva com você, que fica tudo bem.



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Desejo

Eu só queria tocá-lo. Não queria que me impedissem de pousar nele meus lábios, de envolvê-lo e senti-lo. Eu preciso dele, mais do que ele de mim. Ele me provoca os sentidos. Embora seja tão frio, sei que há um quê de doçura nele que ainda preciso descobrir. E ele sabe o quanto me atrai, e o quanto o desejo. E vem me tentar, esperando que eu me renda, que eu me entregue, que eu cometa uma loucura. É quase impossível resistir. Cada vez que o vejo na minha frente, tremo. Sinto que não vou resistir, que vou sucumbir aos tantos prazeres que ele pode me oferecer. Meus lábios: sim, eles o desejam. Meus olhos: sim, eles o procuram. Minhas mãos: sim, o querem poder tocar. Meus sonhos: sim, são só dele.


São só do meu sundae de chocolate. Droga de dieta. =/