quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Fer

Galere (muito twitter isso, né? haha), olha só, o meu penúltimo post saiu no site da Capricho!



Cara, cada vez mais eu gosto de escrever pra Capricho. Parece que eu me sinto mais valorizada como blogueira! Inclusive as visitas ao blog aumentaram bastante desde que eu comecei a escrever pra minha querida revista de adolescência. E, nossa, eu quero tanto poder ficar também em 2009 no Tudo de Blog (querida chefinha Natália Duprat, por favor?)! Torçam pelo bloguinho, amados!



Tá, já falei demais. Esqueci que este blog não é meu, é das Rosas Inglesas que moram dentro de mim. Portanto, cala-te boca!



O post que se segue é um dos que vai dar origem a um blog que eu fiz com dois amigos da faculdade. Vou mandar uma palhinha pra vocês. Se quiserem ver a continuação no blog Roses and Gentlemen, clique aqui!



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Ferdinando Soares de Arruda.



O Fer era um cara tão sossegado! 19 anos, mochileiro, faculdade de arquitetura, meio largado até. Cabeludo, do tipo "o terror das menininhas", barba por fazer, camisa de flanela xadrez amarrada na cintura, camiseta de banda, tênis encardidos. Chegava a ser bobo. Mas aquela cara de bobo dava a ele um charme meio enigmático.



É, o Fer era bonito. Mas ele parecia que não sabia muito disso, não. Ele não tava muito aí com a cor da china. Tudo o que queria era sair pelo mundo de mochila nas costas. Ao contrário dos outros caras, não tava preocupado em correr atrás de mulher. Era romântico, muito romântico, ao extremo. Mas ele nunca deixou ninguém perceber essa faceta de sua personalidade. Ele não falava muito. Era misterioso, e, ao mesmo tempo, sossegado, brincalhão e vivaz.



Tava ali, tapete da sala, tocando violão de boa. Fim de dia, fim de semana. Ele não dava a mínima pra ficar em casa num sábado à noite. Na verdade, ele só tava esperando seus dois amigos chegarem, sozinho em sua quitinete.



Finalmente, alguém mexeu na porta. Vamos ver quem era.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Eu quero ir pra Nárnia!

Ganhei do meu amado namorado o livro As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis (gênio!). Cara, viciante. Tanto é que, cada vez que eu pego uma crônica, eu tenho que ler de uma sentada só. Não dá pra economizar na leitura desse livro, nem ler quando o tempo é escasso (bem, este é o meu caso, com essa loucura da faculdade, mas a gente faz o que pode!), pois todas as crônicas, sete no total, se conectam, e contam toda a história do reino de Nárnia. Até agora, li as três primeiras: O sobrinho do mago, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (isso, aquela que virou filme) e, agora, cheguei na O cavalo e seu menino. Bom, todo tradutor (ou futuro, como é o meu caso) observa isso: apesar de não ter lido o original em British English, percebi que é muito bem traduzido! O tradutor, Paulo Mendes Campos, utiliza expressões idiomáticas tipicamente brasileiras que deixam a linguagem da obra muito natural. Além disso, a clara analogia da obra com passagens da Bíblia deixa seu caráter literário ainda mais rico, e a história ainda mais emocionante.

Mas a terra de Nárnia é uma coisa impressionante. E o livro, realmente, me fez viajar até lá.

Pés de puxa-puxa, animais falantes, faunos bonzinhos, filhos de Adão e Eva, e o temido e amado (sim, esse paradoxo é incrivelmente possível no livro) Aslam, o Grande Leão.

Eu só sei de uma coisa: eu quero ir pra lá A-G-O-R-A-!

E fica como sugestão de leitura pra vocês.

[Estranho, nunca fiz nenhum post com recomendação de leitura. Esse é o primeiro! Talvez porque o livro seja, indubitavelmente, fera!]

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A membrana da discórdia

Para o Tudo de Blog

Capricho pergunta:
Daniele Hipólito revelou esses dias que é virgem. O que vocês acharam da atitude dela? É legal defender a bandeira da virgindade? É legal ela ter defendido uma postura, seja ela qual for? Ela quer aparecer? Ela quer ocupar o posto de Sandy de a virgem do Brasil?

Sabe o que eu acho? A Sandy e a Daniele Hipólito são é muito corajosas em defender algo que tem sido deturpado e tratado como se fosse a "doença das nerds e das puritanas": a virgindade. Além de mostrarem que têm opinião própria independentemente do que pensa uma maioria chamada "todo-mundo", mostram que ainda há esperança para esse mesmo mundo, onde valores como este têm sido perdidos: o valor que alguém dá para o próprio corpo e para o próprio coração, evitando feridas e decepções. Elas sabem o que querem e não têm vergonha de mostrar que seus corpos são mais do que pedaços de carne. Elas não têm vergonha de andar na contramão do mundo, nem medo de tentar fazer a diferença. E é isso o que tanto incomoda as pessoas: o fato de alguém querer ser diferente, de não se conformar com a perda de valores tão importantes, que hoje são tratados com tanta indiferença. Essas mesmas pessoas não têm coragem de admitir que fizeram a escolha errada, por isso, criticam. Portanto, meninas, continuem! Façam mais barulho, pra ver se esse povo acorda. Pra ver se eles caem na real de que corpos não são brinquedos e corações não são de papel.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Chocoholic

A menina chega ao supermercado, nem tão super assim, diga-se de passagem. Sexta-feira, fim de tarde, daqueles horários em que todo mundo resolve correr para o mercado fazer as compras do fim de semana. Ela, moída da faculdade, pregada mesmo, não queria ver ninguém, muito menos aquele monte de gente que mal a deixava um pedaço de chão para transitar. "Então é assim que funciona num formigueiro?", pensou. Pediu mil licenças, esbarrou em qualquer coisa.

Tudo bem. Feitas as comprinhas obrigatórias, pensou mil vezes se compraria para si um chocolate. Ela, chocoholic incurável, não sabia se devia. "Bom, eu já até fiz ginástica essa semana. E eu nem comi, assim, tanto chocolate esses dias!" É, é sim. Ela podia. Ela precisava. Açúcar, açúcar, torrões de açúcar!

Lá foi ela para a sessão de chocolates. Ofertas muito boas. Confeitos coloridos, castanhas, chicletes e... oh, os chocolates! Os bombons! Os tabletes! O paraíso! Os olhinhos brilhavam (criança crescida em loja de doces), a boca salivava, a mente viajava.

"Ai... será que eu devo?"

Ah, ela devia. Todo chocoholic se deve um chocolate de vez em quando - mesmo que esse "de vez em quando" seja beeem mais freqüente do que se espera. Foi aos os preços. "Se eu comprar uma barra grande...", pensou, "... mas... será que eu devo? E se... hum, mas essa aqui, não. Talvez essa. Ah, prefiro esta daqui! É menor, e vai evitar possíveis 'descontroles'."

Estava satisfeita. Havia feito a coisa certa. Não estava com peso na consciência; comprara, afinal, o seu precioso chocolate, a sua distraçãozinha sabor cacau. Não, ela não se descontrolaria: comeria, dia a dia, pedacinho a pedacinho, bem devagar, saboreando, controladamen...

Cinco minutos depois, comeu a barra inteira.

[Adoro pessoas decididas]

Ps: quem NUNCA fez isso, atire a primeira pedra!

Ai.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Batom no espelho

Ela tentava, tentava, tentava, tentava mudar. Mas cada passo que dava eram tropeços e lágrimas, insegurança e confusão. Confusão. Não sabia bem para onde ia, como faria quando tivesse chegado. Tudo o que via no espelho era uma desconhecida. Mais umazinha aí do cabelo chanel, suéter vermelho e pantufas dentro de casa num dia frio. Frio como a alma havia de ser. Frio como tudo o que tocava, como as peles e metais, como o fogo que ardia apagado dentro de um cubo de gelo. Gelo seco. Precisava de um cheiro quente de vapor de sopa, de chá, de algum abraço que fosse. Mas cada abraço que pedia era um tapa na cara. Não tinha orgulho, não. Não tinha nem amor-próprio. Ela descia, e subia, tropeçava e continuava lá, inerte, imóvel. Inalterada. Mudasse a cor do sangue, mudasse os parafusos da cabeça, os cabelos, as ruas, as pessoas e as circunstâncias. Pintassem o céu de vermelho. Chamassem a Polícia Cinetífica. Cantassem o hino da França. Jogassem dados e dardos.

O quê, meu Deus, o quê há de calar à boca o que já não se diz?

Quantos passos ainda cairia até que aprendesse a andar?

Espelho, espelho meu. Quem é você? E quem sou eu?

Apenas uma cara borrada mendigando uma resposta.

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Quero agradecer ao meu amigo Caio, do menteILOGIKA pelo selinho que ele fez pro meu blog. Ficou lindo! E, quem quiser, fique à vontade para linkar-me!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Minha bandeira é a Cruz

Capricho pergunta: Qual é a sua bandeira?

Para o Tudo de Blog

Eu levo minha fé como bandeira, e não me importo de carregar a Cruz por onde quer que eu vá. Eu levo a história dos cravos nas mãos inocentes, do sangue redentor, da maior prova de amor que a humanidade jamais teve. O amor de alguém que se doou, que deu uma nova chance a um mundo que vive pisando na bola, e que não dá a mínima para esse amor. E, cada vez que eu olho para a Cruz, eu me lembro, sorrindo entre lágrimas. O que Ele fez por mim não tem preço. E, como gratidão, estampo minha vida com essa insígnia. Eu levo a bandeira do Rei Jesus.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Marili

Era uma menina baixinha, loira de farmácia, uns quatorze anos, batom vermelho nos beiços, juízo nenhum na cabeça. Um dia ela me inventa de falar que queria ser atriz. Que todo mundo falava que ela levava jeito pra coisa. Que ela queria sair na televisão, na Sapucaí, no Rock in Rio. Qual o quê! A menina era mó sem sal! Coitada, deixasse ela sonhar. Ela queria estudar "tchiátro" na Nova Zelândia, mas só se o namorado fosse junto. Um jequinha de quase vinte e três, mó um-sete-um. Quase vinte e três! Mais um pouco, ele pegava essa guria pra criar. Traste. Não fazia nada o dia inteiro. Jequinha, mas tinha uma grana violenta. Filhim de papai. E o pai e a mãe, ó, ainda acham bonito ele sair por aí de caranga às dez e voltar só na manhã seguinte. Mas ele falava que ele ia ser popstar. Mesmo caminho da desmiolada cabelim de paia. Ele falava bem assim: "Eu vou é sair dessa bodega e casar com a Lee (era assim que ele chamava ela, que era o "nome artístico" dela). Daí, a gente vai pra Porto Rico, mora na beira do mar e arranja um ursinho só nosso".

Pois ninguém precisou ir pra Porto Rico, pra Nova Zelândia, pra o raio que o parta pra isso. Barriga feita, menos juízo ainda, fugiram pra uma aldeia hippie ali perto. Pai, mãe e polícia atrás, confusão feita, capa de jornal, noticiário. Ele, rendido, mão nas costas. Ela, livre, desfilando na frente da câmera, sorriso no rosto, microssaia de paetês, salto agulha 15.

É, ela tava feita. Realizada. Ela apareceu na TV. Brasil, ela tava na Globo!

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Sumi, né? Desculpa... tava passeando um pouquinho (também sou gente, né?)!

Bom, vou dar mais uma sumidinha. As provas começam agora, e eu já tô quase maluca. Assim que puder, volto a escrever. Beeeijo!