segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cai fora, Lady Gaga!


Para o Tudo de Blog
Capricho pergunta: para quem você daria um cartão vermelho?

Queridinha, não sei de ONDE tiraram que você tem talento com essa sua musiquinha-chiclete. Além disso, você é brega (um crime fashion em pessoa), sai quase pelada na rua, e, ainda por cima, se acha! Então, minha filha, eu vou olhar bem nessa sua poker face, chamar todos os paparazzi, e te dar um red card pra combinar com sua roupitcha (?) encharcada de sangue do VMA ontem. Ah, só pra avisar: já inventaram O.B., darling!

domingo, 13 de setembro de 2009

Grande menina, pequena mulher

Para o Tudo de Blog
Amadureci cedo, bem cedo. Tive infância, sim -- brinquei de Barbie, corri na rua, nadei em rio, subi em árvore. Mas sempre soube que essa história de Papai Noel , Cegonha e Coelhinho da Páscoa era tudo mentira, e tinha pena das outras crianças que acreditavam nisso. Fui amadurecendo cada vez mais a partir do momento em que percebi que minha mãe tinha que me criar sozinha, lutando com dificuldade para por comida na mesa, e que carne e doces não seriam coisas de todo o dia em nossa casa. Da particular, passei para a escola estadual, que levei com a mesma seriedade que a primeira. E depois vieram dois assaltos, que nos obrigaram a mudar para uma cidade pequena. Aí, eu caí na real: a vida não é fácil. As pessoas tem problemas e precisam lutar para, ao menos, sobreviverem nesse mundo -- e eu fazia parte dele. Com minha mãe, aprendi a lutar desde muito, muito cedo, e aprendi a ser madura antes da hora. Doeu, mas abriu meus olhos e impediu que a vida me iludisse, como via acontecer com tantos adultos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

19

Não vou falar de velinhas em bolos. Não sou mais criança. É, não sou, e a ficha ainda não caiu. Então, por que é que insisto em agir como uma? É por isso que não me levam a sério.

Quem disse que quero mesmo ser levada a sério?

É, dezenove, quase-vinte. Toda hora em que penso em minha nova idade, ela já puxa a idade que ainda nem está perto de chegar. E sabe que você percebe que, quanto mais rápido o tempo passa, mais velho você está ficando. Quando eu era criança, no auge de meus sete anos de idade, achava um ano uma eternidade, queria crescer logo, por toda lei, e pensava: "caramba, já tenho sete anos. Mal posso esperar para fazer dez." Talvez pelo fato de que as crianças "grandes" da terceira série pareciam tão descoladas... e "adultas".

Gostaria mesmo de fugir de reflexões etárias, cronológicas, sei lá. Mas, quando se está na última idade de teen, isso se torna meio inevitável. Enquanto as meninas da minha idade (ou mais novas) fazem o maior esforço para se vestirem de modo a parecerem mais velhas e sensuais, eu continuo usando tique-taques no cabelo e macacões coloridos. Mas sou menina quando quero, e mulher quando convém.

Dezenove, quase-vinte. Não estou vivendo o amanhã - é inevitável: depois do nove, sempre se espera o dez. E ainda pedem meu RG toda vez que vou viajar. E ainda me perguntam se tenho quinze anos. E ainda se surpreendem com essa cara de criança. E não, não me levam a sério. Mas também, não faço muito esforço para me levarem. Basta que eu abra a boca, e já entrego o ouro. Não sou mais criança. Ou sou e não sei. Ou não quero deixar de ser.

Amanhã, meia-noite. Feliz aniversário.

***

Hoje é aniversário da minha mãe-chiquérrima, e amanhã é o meu. Não poderia deixar de citar a maior fã e incentivadora deste blog e da que vos bloga! Mãe, te amo, e parabéns! *-*

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Estrelando Louise Mira


Para o Tudo de Blog

Vivo uma comédia romântica, mas sou a rainha do drama. Tento bancar a mocinha quando, na verdade, sou a anti-heroína. Gosto de velharias e música boa; amo estar entre amigos, mas aprecio a solidão. Não sou bem a líder-de-torcida-loirésima-comercial-de-xampu dos filmes americanos; meu cabelo é vermelho-berrante e cacheado, mas uso as roupas que quero e faço questão de ser quem eu quero, deixando as pessoas livres para pensarem o que quiserem. Já vivi um amor desses de cinema -- momentos de sonho de menina -princesa; cultivei amigos, contei estrelas e minutos para aquela aula chata acabar. Às vezes, me passa pela cabeça uma vontade louca de largar tudo e virar rockstar; amo palco, amo cantar e ainda gravo um CD. Gosto de sonhar acordada, quero ser mil coisas quando crescer. Gosto do diferente, sem ser do-contra. Mas não fico esperando príncipe vir me salvar - vou lá eu mesma e mato o dragão! Gosto da ideia de mudar o mundo, gosto de revolução, não só por achar bonito. Acho tudo muito careta e, às vezes, sou muito chata.Vim, literalmente, de um reino distante, e passo os dias a sonhar com um futuro não tão distante assim. Já tentaram me tirar de cena, mas ah, eu não sou fácil. E de uma coisa estou certa: não, eu não nasci para ser coadjuvante.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

On fire

Após um longo feriado, aventuras e desventuras, voltei pra ficar. Ainda não terminei de por todos os badulaques de volta no blog, mas espero que vocês tenham curtido as mudanças. Resolvi dar uma cara mais "patricinha" pro Rosas - com uma pegada vintage, que eu adoro! Claro que eu tenho 172662535336 traduções pra fazer, mas prefiro ficar aqui, escrevendo. Tudo bem, tradução tem toda hora pra fazer; inspiração, não.

Pois é: tô ruiva, ruivíssima da silva! É um sonho de consumo antigo. Meu cabelo estava com um corte super caretinha (era bonito, mas era careta!), e eu ficava naquela conversa de avó de "não-pinta-esse-cabelo-pelamordedeus-senão-estraga". Mas morria de vontade de ficar igual à Marimoon ou à Joss Stone. Achei que a segunda combinava mais comigo, então me inspirei nos seus belos cachos de fogo, e lá fomos nozes. Aproveitei a onda da fase de mudanças pela qual estou passando, e por que não mudar o cabelo?

E, cara: arrisquei e me senti MUITO bem!

Dei adeus ao corte careta e à franja comprida, e desfiei o cabelo inteirinho para ficar com mais volume (é, eu ADORO volume, ao contrário de muita gente). Cabelo cacheado é uma coisa de louco pra cortar, né? Ainda bem que minha cabeleireira é loucona feito eu e entendeu o recado!

Depois, fui para as mechas (feitas pela mamãe que, pasmem, é muito boa nessas coisas!) vermelhaças. O efeito ficou MUITO doido!

E eu fiquei assim:



Adorei ficar ruiva! É muito divertido!

E aí, gostaram? Fiquei parecida com a Joss?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

B-day!


Tá, ainda faltam dois dias. Mas olha só, estraguei parcialmente o layout do meu blog, tô indo viajar amanhã, vou sumir no feriado, e digamos que minha vida tá de pernas pro ar. E eu tô falando sério. Ah! E, se eu ouvir essa tapada da Lady Gaga cantando suas musiquinhas toscas mais uma vez, eu vou a pé lá na gringa e esgano-a pessoalmente.

E o blog está em reforma. Claro que vocês já perceberam o layout novo! *-* Mas ainda faltam muitos ajustes, com os quais não vou mexer até o fim do feriado.

Mas este blog está completando DOIS anos! Caaara, é uma vida. Exagerinho, mas me deixa ser feliz! Aliás, a gente vê cada blogueiro por aí que já teve uns 30 blogs, e eu tô no meu primeiro, firme e forte! Isso me dá um orgulho...

Este blog contém dois anos de história(s). Pessoais, inventadas, poéticas, patéticas, fúteis, cults, divertidas, dramáticas, subentendidas, escancaradas. Você não vai achar o que espera, mas espero que ache o que precisa!

Não vou ficar enrolando. Tô vivendo uma tragédia grega (só que com requintes de cor-de-rosa), não estou nada, nada poética hoje, tô quase indo MESMO esganar a Lady Gaga, e parabéns pra você, Rosas Inglesas. Parabéns pra vocês, leitores e leitoras. Parabéns pra vocês, meus seguidores (se você ainda não segue o Rosas, que tal nos dar esse presente de aniversário?!). Parabéns, parabéns, parabéns. Muitos e muitos posts, sorrisos, lágrimas, gargalhadas e reclamações. Muitos e muitos leitores, comentários, pensamentos e opiniões (re)formadas.

É isso.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Carnavalizar, carnavalize-se, carnaval

E foi então que ela decidiu mudar.



Pulou da cama, cortou os cabelos e os carboidratos, pôs uma flor no cabelo, limpou o armário de todas aquelas roupinhas-de-todo-dia, fez chá, ligou o som no último volume (música clássica, per piacere), tomou uma ducha gelada, lavou a alma, espantou os males, ficou em paz. Suspiro. Aliás, suspiro, não - ela soltou todo o ar dos pulmões, esvaziando-se para dar lugar às asas.

Um grito cortou o ar. Porque, para se tornar independente, alguém precisa gritar.

Já havia chorado demais por passados de menos. E estava mais do que na hora de um pouco de subversão.

Não que a mudança não doesse. Mas era preciso esticar-se com toda a força. Doer, doía. Mas aquela história de jogar confetes parecia divertida.

E daí? Sem rebeldia, não há libertação. Máscaras, tesouras e telefonemas ignorados estão aí para isso.

E dentro dela já era carnaval.