quinta-feira, 11 de março de 2010

Dois-e-um

O sol e a luva

O love e a chuva

O sal e a lua

O céu e a rua

O mel na nua

O meu na tua

segunda-feira, 8 de março de 2010

momento #falomesmo

Ok, tenho falado pra caramba de mim nos últimos posts. Mas, enfim, who cares? (tá, peguei essa mania de falar who cares? pra tudo). Afinal, se ainda tem que me leia (vocês, leitores maravilíundos), é sinal de que não sou, assim, tão má blogueira. Espero.

Ah, feliz Dia Internacional da Mulher! Um alô especial pra mamãe, meu exemplo-mor de mulher nessa vida! O post passado foi meio que uma homenagem-sem-querer a todas as meninas-mulheres desse mundo. E, como feminista assumida, viva a mulher, sua força e seus direitos!

Aliás, quem ainda não tá nos meus seguidores ali do lado, tá convidado! =)

Hoje é dia de botar a boca no trombone! Vamos aos fatos:

- Eu deveria estar editando cinco redações de Língua Inglesa neste exato momento, mas escrever no blog é muito, muito mais interessante. Sem contar que, daqui a pouco, tenho um teste de Inglês. (Y)

- Graças a Deus, aprendi que me apaixonar não precisa, necessariamente, me emburrecer. Sou um animal racional, com muito orgulho. Tá, posso até surtar entre quatro paredes, mas descer do salto? Nevah! E sofrer, meu bem, só em Paris, e olhe lá! Sim, porque sou muito mais eu. #falomesmo

- Meninas: esmalte Azul Cobalto da Impala é tudo! Pena que borre tanto. Mas a cor vale a pena!

- As pessoas não deveriam ter vergonha de falar de sexo. Acho hipócrita. #prontofalei

- Aliás, falar o que se pensa não deveria dar tanto problema. Sim, porque a mesma sociedade que exige tanta sinceridade assim não aguenta o tranco de uma boa verdade. É mais conveniente, portanto, ser "político" e "diplomático". Então, tá bom.

- Nem tudo o que parece é. Isso vale pra qualquer contexto dessa vida.

- Ando com uma saudade imensa do meu cabelo rosa. Pra quem não sabe, voltei a ser morena faz um tempo já. E assim vou ficar, pelo menos por enquanto. Porque, se dependesse de mim, eu mudaria de cabelo como quem muda de roupa. Tããão bom!

- Não vou mais ficar gastando conselho com quem não quer escutar. Não mesmo. Tenho mais o que fazer. As unhas, por exemplo.

- Já vi que o terceiro ano de faculdade vai ser de arrancar o couro. E eu que jurava que o segundo seria o pior de todos! Ossos do ofício. I will survive. Se bem que, se me conheço bem, vou acabar o semestre cantando Help. =)

- "Quem vive de passado é museu". Sábio clichê. Portanto, largue do passado e vá ser feliz! Faça um favor a si mesmo.

- Acho trash dar moral pra quem não merece.

- Chapinha e sutiã de bojo são para as fracas. Pra quê enganar o consumidor? Viva a naturalidade!

Bom, eu #falomesmo. Agora é a vez de vocês!

sábado, 6 de março de 2010

Meninas

Meninas arranham. Meninas se estranham. Meninas beliscam, petiscam, barganham. Meninas pensam antes de agir. Ou agem sem pensar, pensam sem agir e deixam escapar. Meninas usam vestidos, tranças e laços. Meninas usam batom, e deixam marcas nos rostos, e gostos nas bocas, e confusões nas mentes. Sim: meninas confundem. E se confundem com outras. Meninas se esbarram. Meninas se abraçam. Meninas choram e fazem drama. Meninas erram a mão, meninas exageram. Meninas dão show. Meninas se atrevem, atravessam caminhos. Meninas fazem carinho, meninas se deixam ficar. Meninas e seus sutiãs. Meninas abusam e usam, meninas ousam. Meninas azuis, vermelhas e rosas. Meninas desfilam pelo pátio. Meninas dançam nas luzes, meninas olham meninos. Enrolam meninos. Meninas seduzem. Meninas complicam. Implicam. Meninas fazem joguinhos. Meninas sabem o que querem. Meninas não sabem o que querem. Meninas cheiram, beijam e grudam. Meninas meladas, doces, azedas. Meninas-pimenta. Meninas se penteiam, se maquiam, se vestem e trocam de roupa. Meninas saem à noite, meninas ficam em casa. Meninas sapecas e borboletas. Meninas espertas. Meninas-mulheres, meninas-moças. Meninas bobas. Boas meninas. Meninas. Menininhas. Todas as meninas. Tão-somente meninas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

?

Uns se odeiam. Outros, apenas se toleram. Alguns até tentam, mas o "santo" não bate de jeito nenhum. Tem também os que se estapeiam, os que brigam e os que quase se matam, mas que, bem lá no fundo, não sabem viver separados. Há quem não goste de ninguém, há quem não saiba do que gosta. E tem aquele povo que só sabe fazer guerra. E gente que convive por força, circunstância ou costume. E os que, do costume, tornam-se grandes amigos.

Por falar em amigos, há os que se respeitam e se entregam um ao outro sem julgamentos. Os que andam de mãos dadas. Os que trocam segredos, bilhetes, olhares. Os que cresceram juntos, e os que vão morrer juntos também. Há também os amigos-irmãos, os amiguinhos e os grandes amigos. Há amigos-anjos, camaradas, ou puramente companheiros. De mesa, de caçada, de luta. Há os colegas, que ainda não transpuseram os limites da intimidade. Os que não se tocam - só se esbarram. E os que só dizem "oi"

Há também os grandes apaixonados, os grandes amantes da vida e dos seres, dos defeitos e das qualidades, das conversas e das pessoas em geral. Os que não têm medo, dúvidas ou receios. Tem os que amam contido, tem os que amam gritado pelos telhados e outdoors. Tem os que não sabem que amam, ou o que amam - nada que o tempo não cure. Tem os que simplesmente se gostam, e aqueles que duram um tempo. Ou até mesmo um bom tempo. São amores efêmeros (paixões?), breves como vida de borboleta - morrem tão-logo abrem as asas. Tem os de estações, dias, meses, e até os de "felizes para sempre". Tem quem solte corações vermelhos pela cabeça, e quem ache tudo isso ridículo. Mas, no fundo, essa coisa dionisíaca e caricata de amar nos torna sátiras e dramalhões das maiores histórias de amor da literatura ocidental.

E, quando penso nisso, enrolo um cacho. E penso que tudo o que sinto por você é um grandessíssimo ponto de interrogação.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Momento mulherzinha

Acho tão engraçado tudo isso.

Seja o fato de eu adorar trocar de esmalte a cada dois dias, seja o cuidado meticuloso e sagrado que tenho com meu cabelo, seja o fato de eu montar cada look de véspera para usar na faculdade. E tem o ritual da maquiagem, sempre que a ocasião pede (adoro apostar na dupla delineador gatinho + batom vermelho, que vai com tudo). Sem contar as trocentas latas de bijuterias transbordando de coisas fofas e coloridas. Sim, assumo: sou muito mulherzinha. Adoro me depilar com cera, fazer babyliss, tranças, passar aquele gloss, nem que seja pra ir daqui à padaria, ou ficar toda felizinha quando aparece um programa de domingo à tarde, só pra poder arrasar no modelito.

Daí, tem gente que pensa: "nossa, que fútil!". Mas, sinceramente, desde quando ser feminina é ser fútil? De que adianta ser um poço de intelectualidade, se a primeira coisa em que vão reparar é que você tem bigodes, seu cabelo tá ruim e suas roupas são super sem-graça? Aliás, você é sem-graça. É até uma questão de respeito com a própria imagem, de amor-próprio! Qual o problema em ser mulherzinha? É aí que mora a graça de ser mulher.

Tem também as mulheres-modernas-do-século-XXI mais xiitas, dizendo: "ser mulher é muito mais do que isso". Tá, pode ser, mas não é porque queimaram os sutiãs em praça pública que vou sair de farol aceso por aí, falo mesmo. Custa ser um pouco feminina? Ou será que cera quente queima neurônio e chapinha emburrece? Por favor, né? Ninguém precisa ser bonita ou inteligente. Aliás, isso, sim, quem impôs foi a cultura machista. Talvez porque muitos homens ainda tenham medo de mulheres bonitas e inteligentes.

"Mulher sofre", diz o povo. Mas não levo isso tão ao extremo assim. Acho que são "ossos do ofício" de ser mulher - mais do que isso, acho divertido! Isso já se tornou parte do que é ser mulher pra mim. Um pouquinho de vaidade não mata - faz bem!

Aos homens, resta fazer o que sempre fizeram: babar. Às não-vaidosas, resta não reclamar se ninguém as olhar.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Guita

Nunca precisei de você tanto como agora, nem te desejei mais.

Minhas mãos já se sentem perdidas, me sinto trepidar. Parece que já não sei mais como lidar com a gente.

Sinto falta de ter você nos braços, de correr os dedos por seu corpo, de tocar você. Falta de fechar os olhos pra te ouvir cantar. De ter pra onde correr toda vez que me sinto feliz demais, triste demais, ou tão-somente confusa.

E, se eu procuro sua canção em outros timbres, outros corpos, já não faz tanto sentido.

E é só você. Só você é quem pode me fazer ouvir e sentir tudo o que preciso. Porque eu quase morro de ciúmes de você, porque você só pertence a mim, e a mais niguém. Por isso, conto os dias. Essa ausência que não cala, vem calar com tua voz.

Vem me ouvir também. Tenho tanta coisa pra te cantar. Tantos sentimentos na minha vida, meu amor. Tanta coisa que não sei o que é, tanto amor no coração, tanta música pra escrever. É por isso que eu te preciso tanto. E que eu canto. Porque você me entende. Porque você me faz ouvir a mim mesma de um jeito que jamais pensei que fosse possível. Suas cores, sua melodia. Minha voz, sua voz. Sua vez.

Guita, minha violinha, você é e será meu amor da vida inteira, mesmo quando todos os outros chegarem e outros amores se forem. Você sempre estará lá, num canto do guarda-roupa, só esperando pra me ver sorrir.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Se eu pudesse ter um superpoder, com certeza esse seria o de ler pensamentos.

Nada é mais angustiante do que tentar decifrar olhos e atitudes, ou relembrar um certo passado que gostaríamos que jamais tivesse existido, ou tentar mudar as coisas de uma hora para a outra. Ou coisa assim.

Saber que palavras podem ser vazias, ou que aquilo que um dia foi dito pode não valer mais nada hoje. Ou pensar que fomos esquecidos novamente. Esquecidos pelo mundo. Esquecidos por nós mesmos.

E procuramos um restinho de felicidade lá no fundo, bem no fundo do baú da alma - um novo estado de espírito. E vemos muita coisa que não queríamos rever, outras que fazem tanta falta, e até mesmo alguma lembrança boa da infância. Coisas da vida inteira.

Mas sabe mesmo o que realmente importa nisso tudo? É que, mesmo que eu não decifre o enigma de um olhar, ou não saiba quem sou por um segundo, ou não consiga mudar tanto assim, sinto braços me segurando. Vejo olhos cuidadosos que não pedem para ser decifrados, mas que querem me decifrar. E me curar de mim mesma. E me entender, e acalentar, e acolher, e me mostrar que não há medo ou perigo nesse mundo que possa roubá-los de mim e que, mesmo que eu seja só uma menina medrosa e chorona, ainda posso me tornar uma mulher e enfrentar a vida.

Às vezes, acho mesmo que tenho anjos da guarda. De carne e osso.