segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Leia-me

Menina de tudo ainda. Pela cara, ninguém diz que já está na faculdade. Não é a líder de torcida, é a esquisitinha que anda com os caras. Não está em todas as festas, em todas as rodas ou em todos os papos. Mas gosta de estar no riso de poucos - e bons. É covarde como todos são, corajosa como poucos - poucas vezes. Não entende certas coisas, mas se esforça para ser compreensiva. Faz o possível, e só. Ela podia ser melhor, mas não é. Ela bem que tenta, mas é complicado. Comete os erros mais bobos, os mais imperdoáveis, os mais sem importância. Afinal, erros não importam. Ela prefere assim. Reclama de certas coisas, mas acaba pecando pelo excesso de todas elas. Tenta não ser hipócrita, nem mentir para si mesma. Tem um pouco de medo, às vezes. Medo de ir embora, de se formar, de ver a vida passar, de não arrumar emprego, de perder momentos, pessoas, fases. Ah, as fases. Quantas essa menina tem! Mesmo não sabendo, às vezes, que tipo de garota é. Escreve para tentar descobrir. É humana. É gente. É normal e diferente de todas as outras, mesmo igual. Já não sabe se tem a vida tão traçada assim quanto pensava. Já não sabe se as coisas vão mudar ou não, se é isso ou aquilo o que ela quer. Sabe que decepciona. Mas tenta não fazê-lo. Está sempre tentando, mas é difícil - quase impossível. Por mais que diga que não está nem aí para o que pensam, está sempre tentando descobrir o que pensam dela. Ela só quer coisas duradouras e boas - eternas. Às vezes, tudo de que ela precisa cabe num abraço. Às vezes, sempre às vezes, quando, na verdade, ela quer dizer 'sempre.' Gosta de rock, violão, guitarra e outras coisas que toda menina gosta. Gosta de ousar, mas ninguém parece notar muito. Mas ela não se importa. Tudo o que ela quer é amor, amizade, ser ombro, ouvido e coração das pessoas. E mudar o mundo, mesmo que, no final, ninguém note, ninguém veja o seu rosto.

Ouvindo: With me - Sum 41

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A gente somos inútil

Eu devia estar estudando, mas resolvi roubar outro meme. Quer me conhecer, ta aí. Quer roubar, fique à vontade.

Um objeto: Violão;
Um vício: Twitter;
Um chá: Maçã e canela;
Um prazer: Chocolate;
Um móvel: Cama;
Uma ação: Cantar;
Um número: 13 (eu gosto, tá? e não sou supersticiosa!);
Uma flor: Rosas Inglesas (não resisti ao trocadilho... ahauhaua);
Uma cor: Vermelho;
Um planeta: Marte;
Uma fruta: Melancia;
Um símbolo: Cruz;
Um mês: Setembro;
Um aroma: Baunilha;
Uma bebida: Coca Cola (para todas as horas!);
Um elemento: Água;
Um verbo: Amar;
Um sentido: Tato;
Uma estação: Primavera;
Um legume: Cenoura;
Um animal: Cachorro;
Um esporte: Natação;
Um sorvete: Napolitano;
Um hobbie: Escrever;
Um tempero: Curry;
Uma marca: Ellus;
Uma palavra: Música;
Um sentimento: Paz;
Uma árvore: Mangueira;
Uma hora do dia: 13h;
Uma matéria: Português;
Uma direção: Sul;
Uma sensação: Voar;
Uma religião: Cristã;
Uma parte do corpo: Cabelo;
Uma pedra: Rubi;
Um perfume: Não uso;
Uma roupa: Vestidinhos;
Um estilo musical: Rock and roll;
Um dia da semana: Sexta-feira;
Um instrumento musical: Violão [2];
Um lugar: Londres;
Um livro: Meu pé de laranja lima (direeeeeeto do túnel do tempo);
Um prato: Pizza;
Uma música: Cherry Bomb - The Runaways;
Um clima: Fresco;
Uma viagem: Praia;
Um calçado: All Star;
Uma pessoa: JESUS CRISTO.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Escola de Rock


Para o Tudo de Blog

Ok, já passei da idade escolar. Mas sou uma eterna aluna, e sei que as escolas querem formar cidadãos capazes de mudar o mundo. E quem nunca sonhou em ser um rockstar e mudar o mundo através da música? Por que não transformar sua escola na incrível, fabulosa, proparoxítona...

Escola de Rock? tadááá
  1. Sala de aula uma ova! Agora a gente estuda é no palco!
  2. Lousa? Pfff... Melhor trocar por um telão com clipes da MTV!
  3. Uniforme? Isso é tão last week... Rasga esses jeans e bota uma camiseta de banda aê!
  4. Nossos cadernos serão nossas guitarras, e nossos lápis, nossas palhetas!
  5. Provas? Claro! Nota dez para a melhor performance de palco!
  6. Professores? Só as estrelas do rock mais quentes do momento!
  7. Mas é claro que as disciplinas tradicionais continuam (achou que ia escapar?). Português: como escrever músicas e assinar contratos com gravadoras; História do Rock: do proto-punk ao indie; Química: como deixar o cabelo azul-fosforecente.
  8. Não podem faltar excursões educativas. Para o Museu do Rock, por exemplo.
  9. A Escola de Rock também dá o maior apoio aos esportes: dança e skate são essenciais para brilhar no palco!
  10. Na formatura, sem essa de diploma. Você ganha seu próprio CD para conquistar as gravadoras mundo afora e tornar-se a maior estrela do rock de todos os tempos!
Tá, viajei. Mas bem que podia ser verdade!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ele não está tão a fim de você

Para o Tudo de Blog

Seja por motivos sem noção, seja por canalhice, ninguém merece levar um fora. Mas destaco três tipos de fora que, realmente, NINGUÉM merece:

* Quando o cara se acha a última bolacha do pacote e esnoba na cara dura todas as suas investidas, além de tirar sarro da sua cara
* Quando o cara vem com aquele papo de "você é demais, a garota pra casar, mas estou num momento de curtir a vida e não quero me prender" (o que ele quer dizer é que, na verdade, não vale nada, é infantil e, cá entre nós, daria um péssimo namorado)
* Quando o cara implica com o seu BFF, com o seu Orkut, com sua lista do MSN ou com seus SMS, e te larga por causa de ataquezinhos de ciúme (no bom português: quando o cara é FRESCO)

Tá certo que a verdade dói, mas será que esses caras não podiam ser um pouquinho mais humildes, sinceros e compreensivos? Portanto, meu conselho é um só: se o cara vem com esse papo, caia fora antes do fora! Nada de sair por baixo. Valorize-se acima de tudo: se o cara só tem isso pra dizer, pense que você merece coisa melhor. Encare os fatos: ele não está, assim, tããão a fim de você. E daí? Você também não estava, assim, tããão a fim dele, estava?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mais um brasileiro

Não quis tomar café, nem beijo de bom dia. Pulou da cama, vestiu os jeans e a camiseta, desceu as escadas, saiu. Só mais um dia, amanhã tem outro igual. Não estava nem aí para pontuação, pontualidade, educação ou o raio que o parta. Mais um dia daqueles. Daqueles aos quais já estava acomodado. Incomodado? Já se conformara. Que escolha teria? Dizer "não" na cara dura e ir para o olho da rua? Mas já estava na rua. Estava a caminho do pão de cada dia, sem amém, nem graças. Nem draminha. Porque importar-se é frescura - ocupava-se de, tão-somente, guardar para si a alma e o pensamento, poupando a energia para os pés, os braços e os nervos, blindados para não se esfrangalharem. Não, não tinha esse direito. Tinha uma família para sustentar. Não podia. Tinha. Tinha que continuar engolindo sapo e lambendo chão, contando os passos e as moedas dos passes. Era homem de desistir por capricho? Era pai, marido, brasileiro. Não podia. Tinha. Tinha que aguentar mais um pouco - o quanto esse pouco durasse. Os calos nas mãos, os passos no chão, o suor no rosto. Não era aquele o seu grande sonho. Mas sonho de pobre dá lugar à realidade, difícil e injusta. Dizem que a vida é mesmo assim. Foi o que disseram a ele. E ele já não se dava conta de que tornou-se o triste retrato de si mesmo, a caminho de todos os dias de sua sobrevivência.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

40 anos de Woodstock


Pois é, o rock and roll está uivando feroz este ano. Ontem, morre Les Paul, inventor da guitarra elétrica. Amanhã, teremos 40 anos do acontecimento do maior festival de música de todos os tempos: o Festival de Woodstock, que aconteceu na cidade de Bethel, no estado americano de Nova York, de 15 a 18 de agosto de 1969. Com o lema "três dias de paz e música", o festival reuniu cerca de 500 mil jovens, embalados pelo rock e pela ideologia de um mundo diferente, de paz e de amor.

Infelizmente, a juventude woodstockiana confundiu essa ideologia de liberdade com uso de drogas e sexo irresponsável. Uma pena, pois essa mesma juventude poderia ter usado essa atitude questionadora e polêmica para melhorar a sociedade e quebrar barreiras, e não para corrompê-la acabando consigo mesmos. Woodstock poderia ter sido muito mais impactante e transformador se seu foco fosse, realmente, o da paz, do amor e da ideologia de um mundo melhor. Mas isso é assunto para outro post. De qualquer forma, Woodstock foi um marco para todas as gerações depois dele, e procurarei falar apenas das coisas que acrescentaram na construção do caráter das gerações posteriores.

Sou uma imensa admiradora da cultura hippie, por isso, fico imaginando como seria ter estado em Woodstock. Aquelas roupas tão legais, coloridas, lindas e confortáveis ao mesmo tempo, as pessoas buscando amizade e protestando contra a guerra do Vietnã, a música incrível - que contou com nomes como Joe Cocker, The Who, Janis Joplin (diva e melhor cantora de todos os tempos, na minha opinião) e, é claro, o lendário Jimmy Hendrix, com sua memorável execução do hino nacional americano entrecortada por sons de granadas em trincheiras de guerra - um claro protesto contra a guerra do Vietnã. Ideologias marcadas e defendidas com moda, modos e música; protestos gritados por guitaras, escancarados por vozes de cantores irreverentes - o grito de uma geração que quebrava os grilhões de uma sociedade injusta e antiquada. Sociedade que já estava careta demais e pequena demais para tanto bicho-grilo.

E gostaria de ter vivido as cores e os sons de Woodstock. Mas faria muita coisa diferente. Lembraria de cada detalhe, sem me entorpecer, sem precisar fugir da realidade. Afinal, eu já estaria lá. E minha realidade seria, simplesmente, Woodstock, paz e amor.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Erros

Hoje e então, sou o que vejo
E o que sinto, e o que almejo
São só nomes que puseram
Nos desejos

E as verdades que ficaram
Presas na nossa história
São sementes que brotaram
De uma vez

As palavras que se foram
Com o vento, tempo ou temporal
Já não fazem mais questão de aparecer

Pra escalar nossas lembranças
Ou calar velhas verdades
Velhas tardes ou bonanças
De uma vez

E esquecer não poderá
Apagar o que se viveu
Dos erros, temos lições
E cicatrizes, mas não dor

Pra esquecer o que se foi
O perdão é coisa simples
E erros são ilusões
Desenfreadas

E as palavras do silêncio
Curam todas as verdades
Que se esqueceram de dizer
Ou fazer-se ver