segunda-feira, 17 de março de 2008

O Deus a quem eu sirvo


Para o Tudo de Blog

O Deus a quem eu sirvo é vivo. É o princípio, o meio e o fim. É bom e justo, piedoso, nunca me deixa tropeçar. É Deus com D maiúsculo. E, sim, Ele existe. Falei com Ele hoje, como falo todos os dias. E, quanto mais o conheço, mais me apaixono por Ele. O Deus a quem eu sirvo traz para mim o que droga ou bebida nenhuma pode trazer.

O Deus a quem eu sirvo me ama tanto, que enviou o seu único e amado filho, Jesus, puro, perfeito, para ser pregado numa cruz por mim, sendo que eu nem merecia. Muita gente não faz idéia do porquê, mas eu sei que essas gotas de sangue me libertaram do peso das coisas erradas que eu faço. Eu fui reconciliada com Deus através disso. O Deus que, antes, eu só conhecia de ouvir falar, veio falar comigo e se tornou realidade em minha vida. Não tenho mais medo da morte; sei que passarei a eternidade perto do meu Deus, meu pai, meu amigo.

O Deus a quem eu sirvo não continua pregado num crucifixo de madeira, vencido em dor, e nem é feito por mãos de homens. Não é uma imagem que tem boca, mas não fala, ouvidos, mas não ouve, mãos, mas não age. O Deus a quem eu sirvo é vivo. Ele é bom e justo, e fez coisas por mim que eu nunca sonhei conseguir. Para Ele, o impossível não existe.

O Deus a quem eu sirvo não pode, jamais, ser explicado pela ciência, nem ser refutado por vãs filosofias, nem pode ter sua grandeza avaliada pela mente humana. Afinal, o homem é falho e incompleto. A mente de Deus não poderia ser compreendida pelas nossas mentes, tão pequenas e acostumadas com nossas vidinhas industrializadas.

Não adianta tentar explicar o Deus a quem eu sirvo. Deus é o doce mistério que, um dia, todos nós conheceremos e reconheceremos que nada podemos sem Ele.

"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face" I Coríntios 13:12

sábado, 15 de março de 2008

Reflexões de auto-estrada


A música hoje mexeu comigo. Mexeu tanto, mas tanto, que me remexia até o fundo da alma. As lágrimas reprimiam-se, mas as emoções cismavam em esboçar-se, caricatas, em meu rosto. Parecia que tinha acabado de nascer, e que o mundo me fazia cócegas em sua estranheza.

Olhava para aquele céu algodoado... que delícia! Um passarinho fazia voejos, como num quadro de pôr-de-sol. Aquelas cinco horas de viagem pareciam minutos. Pude perceber como a vida estava ainda mais bonita hoje! Ela queria me pegar pela mão e me deitar no gramado, e me fazer escrever por toda-lei.

Ainda pensava que era gente. Os animais vivem como têm que viver. Nós vivemos porque temos que viver. E, ainda assim, conseguimos enegrecer a beleza de um sublime arco-íris com qualquer coisinha-à-toa. Era bicho, era erva, era humana. Mas uma humana diferente.

Não sei explicar o que aconteceu comigo naquela viagem, naquele ônibus. As palavras começaram a invadir minhas emoções, e eu sorria sem motivo, meio assim, à-toa, só ouvindo música. E eu queria cantar alto; reprimia-me, porém, afinal, os passageiros não poderiam compreender o que se passava comigo.

Eu era a poesia. Eu era uma vida inteira, e metade-coração. Uma comichãozinha nas costas: deviam ser as asas nascendo. Eu nasci de novo, e desembacei minha visão. Nada nunca é de todo perdido.

Via o vento batendo naquele capinzinho feio de beira de estrada. Mas aquele céu cinza, nublado, e aquela brisa tornaram-no tão belo e tão verdejante, que ansiava por me deitar de comprido naquele pedaço de relva. Eu poderia até esquecer quem sou, pois, naquele instante, tudo se faria novo.

O tempo não volta atrás, nem os quilômetros daquela auto-estrada. Eu já não sou a mesma depois daquela viagem. Foi só uma viagem, mas que, para mim, significou algo muito intrigante.

Quem não for poeta, jamais entenderá o que uma música, uma estrada e um punhado de palavras são capazes de fazer.

segunda-feira, 10 de março de 2008

No seu armário

Oi gente!

Cara, vocês não tem NOÇÃO da correria que está a minha vida... rsrs
Tô amando a facul, mas o curso é puxado, mal estou tendo tempo pra entrar na net e atualizar o blog pra vocês. Peço desculpas, mas também a compreensão de vocês.

Agora, lá vai pauta para o Tudo de Blog de novo...

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Primeiro, quero deixar bem clara uma coisa: cada um tem o direito de ser o que quiser e de fazer suas próprias escolhas. Entretanto, não somos obrigados a concordar com todas elas, certo? E isso não quer dizer que sejamos necessariamente rebeldes, homofóbicos, ultrapassados e ignorantes. Respeito é bom e todo mundo gosta, mas ninguém é obrigado a aceitar tudo.
Para começar, "ficar" não é comigo, já falei isso mais de mil vezes. Segundo: eu não vejo segunda opção na minha vida sentimental, portanto, não, eu não ficaria com um gay, porque já sei que é uma relação que sairá do nada e levará a lugar nenhum. Não tentaria "transformar" o cara em hetero (ah, você acha mesmo que uns beijinhos descompromissados podem mudar a vida de uma pessoa?), nem o encorajaria a ir experimentando até se "encontrar". Nem sei o que seria esse "se encontrar", neste caso.
Fui curta e grossa. Não há mais o que dizer.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Sem mais, nem menos. Simplesmente, IGUAL.


Para o Tudo de Blog

O Comunismo tem como base uma política igualitária. Entretanto, tem como um dos seus objetivos instaurar a ditadura da classe operária, e isso já é uma grande contradição em sua democracia. Para mim, ditadura, por incrível que pareça, é coisa de capitalista que quer dominar o mundo, e não de pessoas que lutam por uma sociedade mais democrática.

Tirando esse papinho de livro de história de oitava série, o Fidel se aposentou. Achei que ia precisar a morte arrancá-lo do alto do trono cubano. O "rei" da ilha criou juízo e resolveu cair fora antes que o Tio Sam desse mais um piti. Parece que isso é bem contagioso na América Latina, onde o chavismo tentou cantar de galo, mas tudo o que conseguiu foi assar a batata de seu aspirante a ditador. Dessas tentavivas frustradas de instaurar a ditadura proletária nas "republiquetas de las bananas", seria possível sair alguma bem-sucedida, capaz de ajeitar de vez o chamado Terceiro Mundo?

As teorias sociais de Marx têm muito a ajudar a sociedade a ser um bocado mais justa, a repartir o pão e a repensar sobre a selvageria capitalista eminente. Entretanto, é fato que o lema "time is money" já contaminou a nova ordem mundial, bipartindo-a em ricos e pobres com a chamada "linha internacional da pobreza". A essa altura do campeonato, é muito difícil pensar num socialismo utópico, onde tudo é de todos, todos somos iguais, liberdade, igualdade e fraternidade, e todo aquele sonho de Martin Luther King e Ghandi. É preciso equilibrar, com bom senso, os dois sistemas sociais. Sociedade. Estou falando de social democracia.

Nada de um comunismo vermelho; abaixo as foices e martelos. Deixem, porém, sua justiça e igualdade de direitos. Todo homem é humano, portanto, igual!


Abaixo o capital sanguinolento, devastador, poluidor, máquina de contradições (miséria e riqueza lado a lado). Abaixo as classes sociais: todo o apoio à sociedade uniforme!

Todo o apoio também ao direito de escolha: ditadura não resolve nada, não estamos mais no obscurantismo. Estamos novamente no século das luzes, mais amadurecido, mais aberto a novas experiências, porém com uma pitada do renascimento de uma classe chamada povo.

Somos todos iguais? Então, vamos provar, deixando de lado a "corrida do ouro", experimentando, de verdade, uma sociedade muito mais justa.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Minha luta


Continuei andando, até onde os pés não podiam mais. Andei por caminhos que não existiam; sim: crie-os, escolhas minhas, conceitos novos, um guia. Mas os passos ficaram marcados.

A vida seguiu, e eu peguei carona.

Nos seus lombos, a segurança. Um jogo tramado, de cartas marcadas pelas minhas escolhas. Os meus passos ficaram marcados. Não fui mais uma igualzinha às outras.

Entreguei os pontos e a paciência à persistência. Nunca fui de desistir, não. Nem quis. Sabia que valeria a pena, não pelo meu próprio esforço, mas pelo valor da fé que me fazia lutar. Raçuda que era, empunhei as garras e agarrei a vida. Tava duranga. Tava osso. Mas se eu cismasse de massetar mais um pouquinho, ela cedia, amolecia um 'cadin mais.

A vida é feito doce de panela: se você não se mexe, ela fica dura. Causa disso, levo uma colher a tiracolo.

Fui assim, meio de lado, passinhando pra não pisar em lodo-brabo. E deu. Em pedregulho fervente, corri feito bala de canhão. Em abismo infinito, fui a salto de bicho. Talvez a arte de ser selvagem e domesticada ao mesmo tempo me permitisse feitos um pouco mais flexíveis.

Passei noventa dias num balão e sobrevivi do glicogênio do meu fígado.

Talvez não desse pra tanto. Esse couro é de carne, produto altamente perecível. Mas um 'cadin de ferro n'alma nunca fez mal a ninguém. Marca. Fere. Afugenta que só. Mas dá lição. Dá jeito em qualquer raio de frescura.

O dia raiou, e eu nem fui ver. Ainda lutava.

Acordei, claro dia, mirassol, borboletismos, montanhases. Esperança pura de um bom dia pra lutar. Lutar e ganhar um cinturão: o meu pão de cada dia.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Dialogando com a Língua Portuguesa


Por que você não pára de voar na minha cabeça? O que você pensa que eu sou, um aeroporto de idéias ululantes? E esses vocábulos estranhos, complexos, amplexos consonantais, ósculos vocálicos escandalosos bem no meio da oração? Pomba! Assim fica difícil não pensar...

Por que tenta me perseguir com seus ardis? Por que essa tentativa de me fazer gargalhar, me cutucando com esse ponto-e-vírgula pontudo? Como você é efusiva! Dá pra parar de gritar desse jeito na minha cabeça: "escreve um poema, redige um soneto, elabora uma dissertação, canta uma canção"?

Catacreses cacofônicas cacoéticas, ca-co-quê?!

Não. Definitivamente, você é maluca. Quantas coloquialidades! E pára pelamordedeus de ficar atiçando!! Eu já falei que agora não tô a fim de escrever!! E nem adianta ficar chorando baldes de advérbios de estado critico. Eu sou dura na queda.

Ah, mas você é insistente mesmo, não é?

Promete que, se eu escrever UMA linha, só uminha, você pára de encher? Promete mesmo? Ah, quando você faz essa conjunçãozinha, eu fico um período inteiro apaixonada... Você sabe mesmo como me subordinar às suas circunstancias de tempo e espaço, com esse seu modo todo imperativo de ser... Mas só faço isso porque você tem muitos adjetivos e predicados...

Tá, dá ai o lápis.