quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Pense nas crianças mudas telepáticas..."

Para o Tudo de Blog

Que mais se perdeu? Que mais se encontrou por aí, nas ruas, nos rostos, nas páginas policiais? Homicídios, fratricídios, hematomas, punhaladas pelas costas, fetos rejeitados... Lágrimas, desespero, destruição em massa de sentimentos, de famílias, de domingos reunidos em volta de uma mesa, de risadas e presentes.

Isabela não foi a primeira vítima da barbárie, e, infelizmente, não será a última. Não se trata de pessimismo, nem de resignação com qualquer absurdo; se trata de uma dura realidade, que somos forçados a empurrar pelas entranhas todos os dias vendo os telejornais. Por mais que tentemos mudar a humanidade ou revolucionar o que quer que seja, sempre haverá peitos sem coração e cérebros sem miolo.

O que mais me consola é saber que, apesar disso, ainda há, e sempre haverá pessoas de braços escancarados e multidões de sorrisos esperando por qualquer um que deseje mudar a si e ao mundo, e que alegria e paz podem ser realidades ainda maiores se deixarmos alguns raios de sol tocarem nossa alma. Isso sim é esperança.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Maaais um selo!


Gente, quero agradecer ao amigo Lenon, do Blog do Lenon (ver favoritos), que me indicou a mais este "Selo de Garantia"!

Assim que puder (a facul tá corriiiiiida!), indicarei meus 3 favoritos!

Abraços, galera!

Até o fim dessa semana, tem mais post, tá?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Judith


Ela fechou os olhos
E deixou a água escorrer
Ela ainda sentia
O que fazia doer

Na mente, uma lembrança
Na alma, um desatino
No desejo, uma bonança
Na carne, um só destino

Esmalte vermelho
Cabelos para trás
Olhar tempestivo
Seu gesto é fugaz
Suas asas são longas
Seus corpo é pequeno
Seu sorriso cura
A dor de um veneno

Sua pele arde
Em gélida face
Suas mãos acarinham
Quem dera deixasse
De ser tão criança
Tão tola, tão fria
Judith sorria:
Virou poesia!

Virou pelo avesso
Despiu-se do luto
Ergueu a cabeça
Esqueceu de tudo
Levantou do chão
Caiu pelo espaço
Mudou sua vida
Em nome de um abraço

Na mente, uma lembrança
Na alma, um desatino
No desejo, uma bonança
Na carne,
um só destino

Ela abriu os olhos
E deixou a asa bater
Ela não mais sentia
O que a fazia sofrer

(passos mudos na calçada...)

Se a moda pega...


E se meu salto 15 quebrar? E se meu gloss escorrer? E se a estampa não combinar? E se o meu tom destoar? E se a etiqueta cair? E se o preço subir? E se a saia encurtar? E se a meia rasgar? E se essa moda pegar?

O modismo é o prefácio da mesmice. A personalidade de alguém não pode ser vendida numa estampa de roupa, nem numa etiqueta. A identidade não vem escrita numa logomarca, e nem todos seguem à risca a trilha da passarela. O "último grito da moda" nem sempre expressa por nós a nossa real beleza. Roupas, grifes e maquiagem são belos e atraentes, mas não são sinal obrigatório de elegância, bom gosto, beleza ou personalidade. Quem realmente tem estilo não fica de olhos grudados nas notícias de moda o tempo todo, nem se veste ou se porta de acordo com um "way of life" enlatado, nem se sente um criminoso se, simplesmente, cria as próprias regras do jogo da moda. Crime maior é ser vítima do sistema fashion.

A moda é um conceito relativo, que pode ter diversas visões e perspectivas. Quem pode impôr, num mundo tão cheio de diversidade, o que se deve ou não vestir? O belo é o real, é o essencial, é o criativo. O belo é personalizado, relativizado e individual. Se essa 'moda do modismo' pega, a personalidade some. Ter estilo é ser quem você quiser; essa é a tendência desta estação.

sábado, 29 de março de 2008

Epílogo



Me sinto levada a dizer
O que palavras não dizem

Me sinto movida a afirmar
O que o firmamento encerra

Me sinto obrigada a atingir
O infindável e o intangível

Amar, sorrir e pensar
São atitudes travessas
Que atravessam pontes
Invisíveis
Inexpressáveis
Intangíveis
Inimagináveis
Sendo assim, pois
Intrinsicamente
Intrigantemente
Inabaláveis

[Pedaços de palavras soltas
No meio dum vendaval]

quinta-feira, 27 de março de 2008

Essa tal liberdade... ou será libertinagem?


Para o Tudo de Blog


Uma sociedade sem regras acaba se tornando auto-destrutiva. Pior ainda se as regras se adaptarem à anarquia. Ontem, na Holanda, legalizaram as drogas. Hoje, o sexo livre. Amanhã, o que mais? Seria isso uma prova de que o ser humano não tem limites, e de que não há outra forma de refrear o seu lado animalesco que não seja concordar e legalizar o que quer que seja?


Não confundamos a liberdade com a libertinagem. Nem tudo o que se quer fazer instintivamente é conveniente para nós. Todo ser humano precisa de regras, caso contrário, seria capaz de matar uma pessoa, destruir uma família, ou acabar com a própria vida! Não estou exagerando. Nem sempre vale a pena satisfazer as vontades e os caprichos do nosso Id, o "eu animal", pois, muitas vezes, ele pode nos levar a fazer coisas nada convenientes. Para isso, temos o nosso Superego, o lado racional, negociador, que nos faz impôr limites e regras no mínimo sensatos.


Nós precisamos de regras para viver em sociedade. Precisamos também nos adaptar a elas, e não o contrário. Isso seria um tantinho egoísta. Somos mesmo tão "grandinhos" assim para saber o que é bom para nós? Sabemos que não. Regras são necessárias; se não as seguirmos, perdemos o jogo. E, se todos resolvessem mudar as regras do jogo, o verbete "liberdade" perderia totalmente seu sentido, pois ficaríamos presos a uma libertinagem irresponsável e nada agradável, como num circuito de trânsito sem sinalização, irrefreável, que acaba em "crash".

quarta-feira, 19 de março de 2008

Desconect@da!


Para o Tudo de Blog

- Socorro! Deu tilt!

Saiu em tudo quanto era jornal, tudo quanto era notícia, e tava na boca do povo: o satélite principal pifou, e, com ele, todos os outros. Wireless, via-rádio, discada; nada mais fazia a tal Internet voltar a funcionar. Isso mesmo: o mundo inteiro estava desconectado!

Nada mais de trabalhos no estilo "joga-no-google", nem longas madrugadas no MSN. Orkut, então, nem pensar! O miguxês iria tornar-se arquivo de estudo dos lingüistas, superinteressados em destrinchar a estrutura dessa extinta e intrigante linguagem. E os blogueiros então? Coitados. Tiveram que voltar para aqueles velhos caderninhos de poesia de ginásio, e caíram no anonimato virtual. Nada mais de acessos e comentários, nem de posts e htmls/javascripts. Ah, não! Oh, my God, só podia ser um pesadelo!

Naquele dia, não dava nem pra sair na rua; técnicos de hardware congestionavam as ruas tentando consertar o estrago, e acabavam cobrando uma fortuna nos honorários. Mas nada consertava o caos. Nem Gates, que resolveu pegar o primeiro foguete turístico para o recém-descoberto planetóide T-22 e sumir da face da Terra, antes que sobrasse pra ele. Entretanto, a decolagem não pôde ser completada, já que o monitoramento da nave se dava via Internet...

E os caras do Google então? Eu não queria estar na pele deles! As ações do Google caíram tanto, mas tanto, que eles resolveram sair pelas ruas dançando a "Macarena" em troca de pão velho e alguns disquetes. Sem contar os ativistas de qualquer causa dos "SOS Qualquer-Coisa", que aproveitaram a situação caótica pra se pendurar nas antenas obsoletas e pedir a atenção sobre qualquer coisa. Tantos documentos importantes foram perdidos, tantos namoricos virtuais desfeitos, tantos trabalhos de escola zerados, tantos webmaníacos tendo crises de abstinência...

E eu já não entendia mais nada. E entendia menos ainda como o mundo conseguiu sobreviver até meados dos anos 60 sem ela! Que pesadelo! Me sentia na Idade da Pedra, e o pior é que eu nem podia fazer nada além de torcer para um raio cair naquela porcaria de satélite e nos reconectar com o mundo!

Mas, por favorzinho, alguém dá um jeito e conserte a Internet aí? Já tá quase na hora daquele gatinho entrar, vai, puxa!