sábado, 29 de agosto de 2009

Dois ou um

Eis-me aqui aos
pedaços, aos
gritos, aos
pés do altar
rasgando,
quebrando,
rompendo.

Não é possível,
mas é assim.

A gente é o que tem que ser,
mesmo que a gente não seja mais
no jogo ou no amor, na guerra ou na paz,
na confissão,
amém.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Verde valente

E meu lar era em meu corpo e braços abertos.

Sou velha, porém, sábia. Um século em imbatível existência. A ver castelos serem erguidos e derribados. A ver nuvens irem e virem todos os dias. A ver o sol se por, a ver o sol nascer, a ver a lua vir e desaparecer. A ver irmãos a brincar, pendurados em meus braços, em balanços, a ver o rio que corre sob meus pés descalços, a ver gente a se banhar nua. E os casais apaixonados aos meus pés, entregando-se ao amor, tatuando minha pele com amores impossíveis.

Fui mãe e fecunda esposa em fértil solo juvenil. Não conheci meus filhos, pois entreguei-os ao sabor do vento e da sorte - voaram pelas terras, a dar frutos e levar vida aos campos. Cresci, espichei pelo mundo. Queria tocar o céu. Mas amadureci e endureci, sabendo que nós, mortais, temos o tamanho que devemos ter. E o tempo tornou-me gigante, o que foi mais do que suficiente.

Até hoje o medo me toma, às vezes. O medo da lâmina, da ferida, do tombo. Medo de partir e não poder mais dar abrigo e sombra aos que um dia precisarão de mim, como tantos outros. Já passei por tantos outonos e invernos. Já fui feia e careca, mas tudo passa. E estou preparada para o que vier. Mas temo, por mim e pelos outros. Já mataram meus irmãos, e sou já avançada em idade. Nunca se sabe. Costumam ser ingratos com meu povo.

Mesmo assim, estendo meus braços, e deixo os outros mortais tecerem ninhos, teias, balanços, redes, casinhas, colmeias, corações, ilusões, alegrias, brincadeiras.


Sou ainda mãe e amiga. E assim me faço imortal. Até que eu seja interrompida, tombada, consumida pela terra e, finalmente, esquecida.

Ouvindo: Courtyard lullaby - Loreena McKennit

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu e os caras


Para o Tudo de Blog

Vou ter que dar uma MEGA resumida nas minhas histórias, mas aí vão.

Sempre preferi amigos homens. Costumo ser "a menina no meio dos caras". Sei lá, tem coisas que seus amigos entendem melhor do que suas amigas, e é ótimo poder contar com o outro lado sem segundas intenções.

O problema é certos caras confundem as coisas, tipo afeto e amor. E dois BFFs já se apaixonaram por mim. E eu sofri DEMAIS por isso. Uma amizade sobreviveu - o cara entendeu numa boa que não ia rolar e continua sendo um dos meus melhores amigos. Mas a outra, infelizmente, nunca mais foi a mesma. Nunca havia percebido que ele gostava de mim e, quando eu soube, acabamos sofrendo juntos. Mas não deu. A gente ainda se fala hoje, mas nunca mais fomos BFF como antes. E isso me deixou meio traumatizada, pois é horrível não poder corresponder alguém que é tão especial para você.

Não tenho nada contra namorar um BFF - pelo contrário! Mas só se você puder corresponder o sentimento. Senão, é melhor por as cartas na mesa e continuar com uma amizade sem segundas intenções. É arriscado, mas não tem outro jeito.

***
Em tempo: galera de Rio Preto e região! Amanhã, na TV TEM (afiliada Rede Globo), vai passar uma entrevista comigo sobre estrangeiros que serão amparados pela nova lei de anistia do presidente Lula! Não percam!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Leia-me

Menina de tudo ainda. Pela cara, ninguém diz que já está na faculdade. Não é a líder de torcida, é a esquisitinha que anda com os caras. Não está em todas as festas, em todas as rodas ou em todos os papos. Mas gosta de estar no riso de poucos - e bons. É covarde como todos são, corajosa como poucos - poucas vezes. Não entende certas coisas, mas se esforça para ser compreensiva. Faz o possível, e só. Ela podia ser melhor, mas não é. Ela bem que tenta, mas é complicado. Comete os erros mais bobos, os mais imperdoáveis, os mais sem importância. Afinal, erros não importam. Ela prefere assim. Reclama de certas coisas, mas acaba pecando pelo excesso de todas elas. Tenta não ser hipócrita, nem mentir para si mesma. Tem um pouco de medo, às vezes. Medo de ir embora, de se formar, de ver a vida passar, de não arrumar emprego, de perder momentos, pessoas, fases. Ah, as fases. Quantas essa menina tem! Mesmo não sabendo, às vezes, que tipo de garota é. Escreve para tentar descobrir. É humana. É gente. É normal e diferente de todas as outras, mesmo igual. Já não sabe se tem a vida tão traçada assim quanto pensava. Já não sabe se as coisas vão mudar ou não, se é isso ou aquilo o que ela quer. Sabe que decepciona. Mas tenta não fazê-lo. Está sempre tentando, mas é difícil - quase impossível. Por mais que diga que não está nem aí para o que pensam, está sempre tentando descobrir o que pensam dela. Ela só quer coisas duradouras e boas - eternas. Às vezes, tudo de que ela precisa cabe num abraço. Às vezes, sempre às vezes, quando, na verdade, ela quer dizer 'sempre.' Gosta de rock, violão, guitarra e outras coisas que toda menina gosta. Gosta de ousar, mas ninguém parece notar muito. Mas ela não se importa. Tudo o que ela quer é amor, amizade, ser ombro, ouvido e coração das pessoas. E mudar o mundo, mesmo que, no final, ninguém note, ninguém veja o seu rosto.

Ouvindo: With me - Sum 41

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A gente somos inútil

Eu devia estar estudando, mas resolvi roubar outro meme. Quer me conhecer, ta aí. Quer roubar, fique à vontade.

Um objeto: Violão;
Um vício: Twitter;
Um chá: Maçã e canela;
Um prazer: Chocolate;
Um móvel: Cama;
Uma ação: Cantar;
Um número: 13 (eu gosto, tá? e não sou supersticiosa!);
Uma flor: Rosas Inglesas (não resisti ao trocadilho... ahauhaua);
Uma cor: Vermelho;
Um planeta: Marte;
Uma fruta: Melancia;
Um símbolo: Cruz;
Um mês: Setembro;
Um aroma: Baunilha;
Uma bebida: Coca Cola (para todas as horas!);
Um elemento: Água;
Um verbo: Amar;
Um sentido: Tato;
Uma estação: Primavera;
Um legume: Cenoura;
Um animal: Cachorro;
Um esporte: Natação;
Um sorvete: Napolitano;
Um hobbie: Escrever;
Um tempero: Curry;
Uma marca: Ellus;
Uma palavra: Música;
Um sentimento: Paz;
Uma árvore: Mangueira;
Uma hora do dia: 13h;
Uma matéria: Português;
Uma direção: Sul;
Uma sensação: Voar;
Uma religião: Cristã;
Uma parte do corpo: Cabelo;
Uma pedra: Rubi;
Um perfume: Não uso;
Uma roupa: Vestidinhos;
Um estilo musical: Rock and roll;
Um dia da semana: Sexta-feira;
Um instrumento musical: Violão [2];
Um lugar: Londres;
Um livro: Meu pé de laranja lima (direeeeeeto do túnel do tempo);
Um prato: Pizza;
Uma música: Cherry Bomb - The Runaways;
Um clima: Fresco;
Uma viagem: Praia;
Um calçado: All Star;
Uma pessoa: JESUS CRISTO.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Escola de Rock


Para o Tudo de Blog

Ok, já passei da idade escolar. Mas sou uma eterna aluna, e sei que as escolas querem formar cidadãos capazes de mudar o mundo. E quem nunca sonhou em ser um rockstar e mudar o mundo através da música? Por que não transformar sua escola na incrível, fabulosa, proparoxítona...

Escola de Rock? tadááá
  1. Sala de aula uma ova! Agora a gente estuda é no palco!
  2. Lousa? Pfff... Melhor trocar por um telão com clipes da MTV!
  3. Uniforme? Isso é tão last week... Rasga esses jeans e bota uma camiseta de banda aê!
  4. Nossos cadernos serão nossas guitarras, e nossos lápis, nossas palhetas!
  5. Provas? Claro! Nota dez para a melhor performance de palco!
  6. Professores? Só as estrelas do rock mais quentes do momento!
  7. Mas é claro que as disciplinas tradicionais continuam (achou que ia escapar?). Português: como escrever músicas e assinar contratos com gravadoras; História do Rock: do proto-punk ao indie; Química: como deixar o cabelo azul-fosforecente.
  8. Não podem faltar excursões educativas. Para o Museu do Rock, por exemplo.
  9. A Escola de Rock também dá o maior apoio aos esportes: dança e skate são essenciais para brilhar no palco!
  10. Na formatura, sem essa de diploma. Você ganha seu próprio CD para conquistar as gravadoras mundo afora e tornar-se a maior estrela do rock de todos os tempos!
Tá, viajei. Mas bem que podia ser verdade!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ele não está tão a fim de você

Para o Tudo de Blog

Seja por motivos sem noção, seja por canalhice, ninguém merece levar um fora. Mas destaco três tipos de fora que, realmente, NINGUÉM merece:

* Quando o cara se acha a última bolacha do pacote e esnoba na cara dura todas as suas investidas, além de tirar sarro da sua cara
* Quando o cara vem com aquele papo de "você é demais, a garota pra casar, mas estou num momento de curtir a vida e não quero me prender" (o que ele quer dizer é que, na verdade, não vale nada, é infantil e, cá entre nós, daria um péssimo namorado)
* Quando o cara implica com o seu BFF, com o seu Orkut, com sua lista do MSN ou com seus SMS, e te larga por causa de ataquezinhos de ciúme (no bom português: quando o cara é FRESCO)

Tá certo que a verdade dói, mas será que esses caras não podiam ser um pouquinho mais humildes, sinceros e compreensivos? Portanto, meu conselho é um só: se o cara vem com esse papo, caia fora antes do fora! Nada de sair por baixo. Valorize-se acima de tudo: se o cara só tem isso pra dizer, pense que você merece coisa melhor. Encare os fatos: ele não está, assim, tããão a fim de você. E daí? Você também não estava, assim, tããão a fim dele, estava?