sábado, 13 de outubro de 2007

Absurdos...


Menina, quem és?

Sabes o que te importa?

Sabes o que é um coração?

Sabes alguma coisa da vida?


Pois eu sei

Que te importo bem

Que o coração me roubaste

Que a vida é uma grande aventura...

...uma grande lição

...e aprendê-la é difícil.


As flores ainda são as mesmas

Mas tu... mudaste tanto!

Os teus cabelos continuam bagunçados,

A tua eminência ainda me subordina...

Mas tu'alma tresmalhou-se, gris.


Um lilás de mancha nos olhos

Um mistério tão óbvio

E uma personalidade tão metabólica...

tão teórica... meteórica...


A neológica de tua feminilidade

Faz com que dias-e-noites se tornem intrigantes

incomuns

fluorescentes

incandescentes

decentes, flutuantes...


[um entreolhar entre as entrelinhas]


As cerejas continuam no pé

No Japão, meia-noite, meio-dia e meia...

As estrelas são filhas de Luas cósmicas

E os argonautas encontraram cinco velocinos

[de cada vez

era uma vez uma menina]



Feliz... Feliz para sempríssimo!


sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Ócio (ou como o chato pode ser divertido)


Mais um feriado sem ter o que fazer. Eis o mal do ser humano: a insatisfação. Anseia-se por uma folga e, quando ela chega, reclama-se do ócio por ela proporcionado. E aí o sujeito começa a rolar de um lado para o outro na cama, entrar freneticamente na Internet, ou dar longos e irritantes bocejos. Os amigos? Viajando. As atividades? Canceladas. As tarefas do cursinho? Já fiz todas. Então... o que sobra para fazer?


Isso mesmo: NADA!


Sonhei tanto com este momento, de poder descansar, de ter umas mini-férias só para mim, de jogar o dia inteiro fora me acabando de dormir... Mas quem disse que consigo?! Acostumei-me demais às ocupações seculares. Já dizia o rei Salomão: "é como correr atrás do vento". E, nos dias mais ociosos, onde não há vento nenhum para contar história, procuramos desesperadamente por um ventilador.


Afinal, como comprovar minha tese? Como o chato pode ser divertido?


A resposta é simples. O ócio deveria ser muito mais aproveitado por nós, não como mais um dia comum, ou mais uma oportunidade corriqueira de arrumar a papelada do escritório, ou estudar para o vestibular. Afinal, isso é o que fazemos todos os dias! Temos que considerar os feriados como "mini-férias" e aproveitar para morgar o quanto for possível, fazer uma viagem, ler um livro ou dançar sozinho no quarto. Nada pode ser tão chato e rotineiro quanto um dia comum.


Por isso, siga o "Carpe Diem" com toda a sua essência e APROVEITE O DIA!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Quadro negro.




Rios não ruíram, nem pararam.



Permaneço exatamente onde estou.



Sei onde posso chegar, e não quero parar.



Os rios não param; eu também não.






Os espaços geográficos são pequenos demais para mim.



Em minha ínfima pequeneza...



Na minha própria natureza...



Inglesa do Brasil.






Janelas são espelhos, e corro pelos países



De maravilhas, espetáculos e artes mil...



Quem fui é reagente do que sou;



A minha química é indecifrável.






Ações reagem reflexivamente



Em movimento uniformemente variado.



Num circuito eletromagnético,



Acho que perdi a razão!






Se, em palavras, há coesão,



Refarei a oração



que não se subordina a nada;



Adversativa, adverbiada.






É no compasso do triângulo



Que executo a rotação,



logaritmando poemas



Invertendo a fração.






E, na escola da vida,



Acho que até perdi a conta



Do quanto se deve aprender...



Do quanto se deve ensinar...






Detenções não podem deter



Aquele que está por fazer



Um futuro grafitado,



esquadrinhado, aprovado, graduado!



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

εϊз Borboleta εϊз




εϊз Ei, não tenhas medo. Ainda há um pouco de sol lá fora. Tu nunca saberás como são seus raios, se nunca saíres de onde tu estás. A vida é assim mesmo, as coisas acontecem não apenas contigo; elas podem dar certo, mas também podem se esvair pelo ralo... εϊз

εϊз Criança, não te apavores. As coisas não são fáceis. A vida é dura por fora, mas tem recheio de chocolate, se tu quiseres. A simplicidade das coisas pode ser encontrada na força que eu sei que tu tens. Não desistas de ti mesma! εϊз

εϊз Aprendiz, não te desesperes. Ainda não és borboleta; és larva, mas teu desenvolvimento se completará em tuas provas. A resistência e o movimento de que tu precisas está em teus ombros e em teu coração. Tu bem sabes que podes alçar vôos incríveis com a leveza de tuas asas. εϊз

εϊз Homem, não queiras abraçar o mundo sozinho, e nem carregá-lo sobre teus ombros. Não daria certo. És um só, e és humano. Entretanto, podemos abraçá-lo por inteiro se o fizermos juntos, dando-nos as mãos, entrelaçando nossos braços, e com um olhar firme, que mostre nosso caráter de alma. εϊз

εϊз Levanta-te! Sai deste casulo! Cria coragem, e vê que a vida não é um empreendimento impossível. Embora não haja potes de ouro em fins de arcos-íris, nem tudo está perdido. Tu ainda podes vencer. Há uma medalha no teu peito, que te foi predestinada quando nasceste. Precisas crer nisto! εϊз

εϊз E, se ainda assim, as lágrimas molharem o teu rosto, estiveres sozinho, e te faltarem a força e a coragem, não tenhas medo. Deus está sempre do teu lado. Basta que te achegues até Ele; Ele te suportará, te aconselhará e te cobrirá com suas asas, e tu poderás descansar tranqüilo, planando, e esperando pelo amanhecer de uma nova primavera. εϊз



"É preciso que eu suporte duas ou três larvas, se quiser conhecer as borboletas."- Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

$


Descobri uma coisa sobre o meu modo de escrever e de ver as coisas: este não é daqueles blogs em que eu conto tudo o que acontece comigo, ou o que eu fiz no decorrer do dia. É um blog no qual eu exponho IDÉIAS. Apenas idéias, e uma filosofia maluca da rebimboca da parafuseta. Mas que me faz pensar mais ainda sobre minha metalinguagem.


Um abrir de olhos, um capital. Cifras não produzem música em mundos cor-de-rosa. O verde não é da bela mata virgem. É o verde da grana. O verde da desgrama. O verde desmatador, matador, atador. Atou as mãos dos que podiam fazer algo útil à humanidade. E a Terra está fadada a se tornar uma bola incandescente, ou uma frigideira ambulante.


But time is money, oh, yeah. O show biz precisa de mais atores com vidas de plástico para garantir as aparências e a política (ou será politicagem?) do "Panis et Circus" come solta. O que importa é encher barriga de pobre com sobra de burguês, para que estes últimos continuem sentados em pilhas de ouro e usando dólares como papel higiênico. "É para quem pode, e não para quem quer", dizem os velhos capitalistas mimados e rabugentos.


Não estou dizendo que sou totalmente marxista. Mas Marx teve ao menos um pouco de sensatez ao propor a igualdade de classes e tomar as dores proletárias. Infelizmente, aconteceu como se apenas a vertente socialista utópica existisse, coisa que seria impossível e financeiramente insustentável numa era capitalista e competitiva. "Quem pode mais, chora menos" é o lema do velho Patinhas, com sua predestinação calvinista para se dar bem a qualquer preço. Preço de dólar, petróleo e, quem sabe, umas gotinhas de sangue. Ele não sairia prejudicado mesmo... Pagar propina, também, não é problema. TODO O MUNDO FAZ.


Cifras não produzem música em mundos cor-de-rosa. Produzem vertigens capitalistas em um mundo cinza, sem quase árvore para contar história. Que história, mesmo? Ih, prefiro nem lembrar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Você sabe o que é o amor?



As noites eram frias, e os dias eram longos. A vida não tinha graça nenhuma. A piada era contada, e ninguém ria de nada. As palavras não faziam sentido, a música era muda. As mudanças não faziam diferença alguma. O céu estava sempre nublado.

Assim é a vida sem o amor. Sem o tempero, sem a lágrima que dá sabor à vida. Sem o sorrir, sem o alvorecer, sem o verdejar do meu jardim secreto. E nada acontece de novo, e os dias são apenas vinte-e-quatro horas arrastadas, sacrificadas, dilaceradas. Mas o amor?

O que é isso? Você sabe o que é o amor ou, até agora, só experimentou a falsidade e o sofrimento de paixões passageiras, fugazes, vorazes, que arrasam corações, deixando-os em um êxtase cego, para, depois, criar uma cratera dolorida?
O amor é o que falta no coração de todo o mundo inteiro. O amor é o que falta no giz-de-cera que pinta esse planeta. Não se resume ao inigualável soneto de Camões, nem a frasezinhas que garotinhas de doze anos escrevem em seus caderninhos. Não. O amor é mais. O amor é indescritível, indestrutível, imprescindível.

Não é fácil falar sobre ele, pois só sentindo para saber. É um sentimento verdadeiro, inconfundível, nunca sentido antes; arrebatador, mas terno; forte, mas sem usar a força.

O valor de um amor está em sua conquista diária, em sua ternura, em sacrifícios também. Deixar o egoísmo de lado, deixar defeitos, orgulho, ignorância, preconceito, paradoxos, dogmas, sofismas, o lixo interior, ter muita paciência, para, então, poder afirmar, com toda a certeza, que amamos. Afinal, o amor não está do lado de fora. É algo muito mais profundo.

Pobres os que limitam o amor a beijos e abraços. Mal sabem que o amor é algo muito mais valioso; um sentimento que faz com que possamos abrir os braços e despejar de um penhasco todos os nossos desejos egoístas e insinceros; que faz com que ajudemos as pessoas que amamos, independentemente se isto não nos trouxer nenhuma "conveniência" ou recompensa; que faz com que nos interessemos de verdade pelas pessoas, não importa o que aconteça.

O amor faz com que alguém seja capaz de se entregar totalmente por uma outra, mesmo que essa não corresponda. É o amor "Ágape": incondicional, consciente, que não depende de reciprocidade. "Amo porque amo". Simples assim.

Conheço alguém que tem o amor maior do mundo, que transcende todas as barreiras, puro, que dissolve toda sorte de iniqüidades que já tenhamos cometido. Esse amor é o de CRISTO. Como pode alguém que eu nunca "vi" com os olhos naturais dar a sua vida desta maneira, numa cruz, coração dilacerado, carne trespassada, entregue totalmente por amor? Preço de sangue. Por nós, que não temos o mesmo amor que Ele foi capaz de mostrar. Nós. Nós, que não valemos nada por nossas atitudes erradas. Nós, que carecemos de amor e misericórdia, coisas que muitas vezes não somos capazes de demonstrar uns aos outros.
Amor. Tão singelo, tão simples, tão-somente amor. Amo porque amo, e ponto final.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Me dá o meu presente?!



Às vezes, eu paro e penso (derr lógico, sou um ser humano; penso, logo existo!). Penso na vida, no futuro, nos bons momentos passados... Mas tão pouco no presente! Este tempo exato em que vivo, esta bolha de ar que respiro, este cacho tapando meu olho que eu, cuidadosamente, ponho de volta atrás da orelha... PRESENTE! Um prêmio que eu ganho neste exato momento, e que eu muitas vezes deixo de lado.

Ah, como é bom, como é bom lembrar do passado e do futuro, que nem veio ainda, mas que a gente já tem montadinho feito quebra-cabeça na nossa mente: um diploma, um casamento, filhos, livros a ler ao longo da vida, coisas para fazer antes que ela acabe. É assim que, muitas vezes, nós vivemos. Planejando, ou repensando: saudades da pessoa amada, dos amigos, daquele acampamento legal, lembra?, da lasanha de domingo... Mas e o presente? Será que ele só é saboroso quando se torna passado?

Será que, um dia, sentirei falta desse pentiunzinho, dessa salinha, da minha casinha, 22:11 da noite, atualizando meu blog para meus queridos leitores mudos, que desconhecem como postar um blog? (brincadeirinha... rsrs) Ficará este momento para sempre encravado em minha memória, para que, um dia, eu diga: "Valeu a pena!"?
Sim, eu quero me orgulhar do meu presente, não apenas quando ele se tornar passado, mas quando ele estiver aqui, agora, comigo! Para que fazer tantos planos se a vida corre, e a maior parte do presente está sendo gasta nisso? Não que isso seja algo descartável, mas a vida voa, o tempo urge e a fila anda, bolas!

Então... Quer um conselho? Quer? Quer mesmo, mesmo, mesmo, muitississíssimo??


VIVA INTENSAMENTE O PRESENTE!