
Menina, quem és?
Sabes o que te importa?
Sabes o que é um coração?
Sabes alguma coisa da vida?
Pois eu sei
Que te importo bem
Que o coração me roubaste
Que a vida é uma grande aventura...
...uma grande lição
...e aprendê-la é difícil.
As flores ainda são as mesmas
Mas tu... mudaste tanto!
Os teus cabelos continuam bagunçados,
A tua eminência ainda me subordina...
Mas tu'alma tresmalhou-se, gris.
Um lilás de mancha nos olhos
Um mistério tão óbvio
E uma personalidade tão metabólica...
tão teórica... meteórica...
A neológica de tua feminilidade
Faz com que dias-e-noites se tornem intrigantes
incomuns
fluorescentes
incandescentes
decentes, flutuantes...
[um entreolhar entre as entrelinhas]
As cerejas continuam no pé
No Japão, meia-noite, meio-dia e meia...
As estrelas são filhas de Luas cósmicas
E os argonautas encontraram cinco velocinos
[de cada vez
era uma vez uma menina]
Feliz... Feliz para sempríssimo!






