quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Estrelando Louise Mira


Para o Tudo de Blog

Vivo uma comédia romântica, mas sou a rainha do drama. Tento bancar a mocinha quando, na verdade, sou a anti-heroína. Gosto de velharias e música boa; amo estar entre amigos, mas aprecio a solidão. Não sou bem a líder-de-torcida-loirésima-comercial-de-xampu dos filmes americanos; meu cabelo é vermelho-berrante e cacheado, mas uso as roupas que quero e faço questão de ser quem eu quero, deixando as pessoas livres para pensarem o que quiserem. Já vivi um amor desses de cinema -- momentos de sonho de menina -princesa; cultivei amigos, contei estrelas e minutos para aquela aula chata acabar. Às vezes, me passa pela cabeça uma vontade louca de largar tudo e virar rockstar; amo palco, amo cantar e ainda gravo um CD. Gosto de sonhar acordada, quero ser mil coisas quando crescer. Gosto do diferente, sem ser do-contra. Mas não fico esperando príncipe vir me salvar - vou lá eu mesma e mato o dragão! Gosto da ideia de mudar o mundo, gosto de revolução, não só por achar bonito. Acho tudo muito careta e, às vezes, sou muito chata.Vim, literalmente, de um reino distante, e passo os dias a sonhar com um futuro não tão distante assim. Já tentaram me tirar de cena, mas ah, eu não sou fácil. E de uma coisa estou certa: não, eu não nasci para ser coadjuvante.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

On fire

Após um longo feriado, aventuras e desventuras, voltei pra ficar. Ainda não terminei de por todos os badulaques de volta no blog, mas espero que vocês tenham curtido as mudanças. Resolvi dar uma cara mais "patricinha" pro Rosas - com uma pegada vintage, que eu adoro! Claro que eu tenho 172662535336 traduções pra fazer, mas prefiro ficar aqui, escrevendo. Tudo bem, tradução tem toda hora pra fazer; inspiração, não.

Pois é: tô ruiva, ruivíssima da silva! É um sonho de consumo antigo. Meu cabelo estava com um corte super caretinha (era bonito, mas era careta!), e eu ficava naquela conversa de avó de "não-pinta-esse-cabelo-pelamordedeus-senão-estraga". Mas morria de vontade de ficar igual à Marimoon ou à Joss Stone. Achei que a segunda combinava mais comigo, então me inspirei nos seus belos cachos de fogo, e lá fomos nozes. Aproveitei a onda da fase de mudanças pela qual estou passando, e por que não mudar o cabelo?

E, cara: arrisquei e me senti MUITO bem!

Dei adeus ao corte careta e à franja comprida, e desfiei o cabelo inteirinho para ficar com mais volume (é, eu ADORO volume, ao contrário de muita gente). Cabelo cacheado é uma coisa de louco pra cortar, né? Ainda bem que minha cabeleireira é loucona feito eu e entendeu o recado!

Depois, fui para as mechas (feitas pela mamãe que, pasmem, é muito boa nessas coisas!) vermelhaças. O efeito ficou MUITO doido!

E eu fiquei assim:



Adorei ficar ruiva! É muito divertido!

E aí, gostaram? Fiquei parecida com a Joss?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

B-day!


Tá, ainda faltam dois dias. Mas olha só, estraguei parcialmente o layout do meu blog, tô indo viajar amanhã, vou sumir no feriado, e digamos que minha vida tá de pernas pro ar. E eu tô falando sério. Ah! E, se eu ouvir essa tapada da Lady Gaga cantando suas musiquinhas toscas mais uma vez, eu vou a pé lá na gringa e esgano-a pessoalmente.

E o blog está em reforma. Claro que vocês já perceberam o layout novo! *-* Mas ainda faltam muitos ajustes, com os quais não vou mexer até o fim do feriado.

Mas este blog está completando DOIS anos! Caaara, é uma vida. Exagerinho, mas me deixa ser feliz! Aliás, a gente vê cada blogueiro por aí que já teve uns 30 blogs, e eu tô no meu primeiro, firme e forte! Isso me dá um orgulho...

Este blog contém dois anos de história(s). Pessoais, inventadas, poéticas, patéticas, fúteis, cults, divertidas, dramáticas, subentendidas, escancaradas. Você não vai achar o que espera, mas espero que ache o que precisa!

Não vou ficar enrolando. Tô vivendo uma tragédia grega (só que com requintes de cor-de-rosa), não estou nada, nada poética hoje, tô quase indo MESMO esganar a Lady Gaga, e parabéns pra você, Rosas Inglesas. Parabéns pra vocês, leitores e leitoras. Parabéns pra vocês, meus seguidores (se você ainda não segue o Rosas, que tal nos dar esse presente de aniversário?!). Parabéns, parabéns, parabéns. Muitos e muitos posts, sorrisos, lágrimas, gargalhadas e reclamações. Muitos e muitos leitores, comentários, pensamentos e opiniões (re)formadas.

É isso.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Carnavalizar, carnavalize-se, carnaval

E foi então que ela decidiu mudar.



Pulou da cama, cortou os cabelos e os carboidratos, pôs uma flor no cabelo, limpou o armário de todas aquelas roupinhas-de-todo-dia, fez chá, ligou o som no último volume (música clássica, per piacere), tomou uma ducha gelada, lavou a alma, espantou os males, ficou em paz. Suspiro. Aliás, suspiro, não - ela soltou todo o ar dos pulmões, esvaziando-se para dar lugar às asas.

Um grito cortou o ar. Porque, para se tornar independente, alguém precisa gritar.

Já havia chorado demais por passados de menos. E estava mais do que na hora de um pouco de subversão.

Não que a mudança não doesse. Mas era preciso esticar-se com toda a força. Doer, doía. Mas aquela história de jogar confetes parecia divertida.

E daí? Sem rebeldia, não há libertação. Máscaras, tesouras e telefonemas ignorados estão aí para isso.

E dentro dela já era carnaval.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dois ou um

Eis-me aqui aos
pedaços, aos
gritos, aos
pés do altar
rasgando,
quebrando,
rompendo.

Não é possível,
mas é assim.

A gente é o que tem que ser,
mesmo que a gente não seja mais
no jogo ou no amor, na guerra ou na paz,
na confissão,
amém.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Verde valente

E meu lar era em meu corpo e braços abertos.

Sou velha, porém, sábia. Um século em imbatível existência. A ver castelos serem erguidos e derribados. A ver nuvens irem e virem todos os dias. A ver o sol se por, a ver o sol nascer, a ver a lua vir e desaparecer. A ver irmãos a brincar, pendurados em meus braços, em balanços, a ver o rio que corre sob meus pés descalços, a ver gente a se banhar nua. E os casais apaixonados aos meus pés, entregando-se ao amor, tatuando minha pele com amores impossíveis.

Fui mãe e fecunda esposa em fértil solo juvenil. Não conheci meus filhos, pois entreguei-os ao sabor do vento e da sorte - voaram pelas terras, a dar frutos e levar vida aos campos. Cresci, espichei pelo mundo. Queria tocar o céu. Mas amadureci e endureci, sabendo que nós, mortais, temos o tamanho que devemos ter. E o tempo tornou-me gigante, o que foi mais do que suficiente.

Até hoje o medo me toma, às vezes. O medo da lâmina, da ferida, do tombo. Medo de partir e não poder mais dar abrigo e sombra aos que um dia precisarão de mim, como tantos outros. Já passei por tantos outonos e invernos. Já fui feia e careca, mas tudo passa. E estou preparada para o que vier. Mas temo, por mim e pelos outros. Já mataram meus irmãos, e sou já avançada em idade. Nunca se sabe. Costumam ser ingratos com meu povo.

Mesmo assim, estendo meus braços, e deixo os outros mortais tecerem ninhos, teias, balanços, redes, casinhas, colmeias, corações, ilusões, alegrias, brincadeiras.


Sou ainda mãe e amiga. E assim me faço imortal. Até que eu seja interrompida, tombada, consumida pela terra e, finalmente, esquecida.

Ouvindo: Courtyard lullaby - Loreena McKennit

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu e os caras


Para o Tudo de Blog

Vou ter que dar uma MEGA resumida nas minhas histórias, mas aí vão.

Sempre preferi amigos homens. Costumo ser "a menina no meio dos caras". Sei lá, tem coisas que seus amigos entendem melhor do que suas amigas, e é ótimo poder contar com o outro lado sem segundas intenções.

O problema é certos caras confundem as coisas, tipo afeto e amor. E dois BFFs já se apaixonaram por mim. E eu sofri DEMAIS por isso. Uma amizade sobreviveu - o cara entendeu numa boa que não ia rolar e continua sendo um dos meus melhores amigos. Mas a outra, infelizmente, nunca mais foi a mesma. Nunca havia percebido que ele gostava de mim e, quando eu soube, acabamos sofrendo juntos. Mas não deu. A gente ainda se fala hoje, mas nunca mais fomos BFF como antes. E isso me deixou meio traumatizada, pois é horrível não poder corresponder alguém que é tão especial para você.

Não tenho nada contra namorar um BFF - pelo contrário! Mas só se você puder corresponder o sentimento. Senão, é melhor por as cartas na mesa e continuar com uma amizade sem segundas intenções. É arriscado, mas não tem outro jeito.

***
Em tempo: galera de Rio Preto e região! Amanhã, na TV TEM (afiliada Rede Globo), vai passar uma entrevista comigo sobre estrangeiros que serão amparados pela nova lei de anistia do presidente Lula! Não percam!